6 Ago 2018 | Destaques
O indicador que mede o clima de negócios na zona
euro recuou. Segundo os dados da Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e
Financeiros da Comissão Europeia, esta quebra deve-se à marcada deterioração
das avaliações dos empresários face à carteira de exportações e às expectativas
de produção. Foi o segundo mês consecutivo de queda deste indicador. Considerando
as cinco maiores economias da zona euro, o sentimento económico avançou apenas
na Alemanha (0,9), descendo acentuadamente em Espanha (-1,7), e moderadamente
em Itália (-0,6).
5 Ago 2018 | Destaques
A taxa de inflação anual na zona euro terá
acelerado 0,1 pontos percentuais, em Julho face a Junho, para 2,1%, devido à
evolução dos preços da energia. O ritmo de crescimento dos preços da energia
acelerou 1,4 pontos percentuais, para 9,4%, mais do que triplicando o passo
registado pelas outras categorias onde os preços mais subiram. A aceleração da
inflação dos preços dos produtos energéticos, face a Junho, terá sido de 0,32
pontos percentuais, enquanto face a igual mês do ano passado, o ritmo de
aumento dos preços mais do que duplicou, passando de 3,75% para 7,78%.
5 Ago 2018 | Destaques
A inflação em Portugal terá acelerado 0,1 pontos
percentuais, em Julho, face a Junho, para 1,6%, devido à evolução dos preços da
energia. O índice relativo aos produtos energéticos terá acelerado,
estimando-se uma taxa de variação homóloga de 7,8% em Julho”. Estima-se que o
Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português tenha registado uma
variação homóloga de 2,2% (o valor observado em Junho foi 2%).
4 Ago 2018 | Destaques
A taxa de desemprego caiu em Maio para 7%, revendo
assim em baixa os valores divulgados no final de Junho, que indicavam uma
subida do desemprego, tendo sido criados 302 mil empregos desde o início desta
legislatura. Este valor representa uma revisão em baixa da primeira estimativa.
No final de Junho, o gabinete português de estatística, na sua estatística
provisória, indicava que a taxa de desemprego em Maio seria de 7,3%.
4 Ago 2018 | Destaques
A taxa de desemprego na zona euro manteve-se em
8,3% em Junho, inalterado em relação ao mês anterior e continuando em mínimos
desde Dezembro de 2008. Na União Europeia, a taxa de desemprego foi de 6,9%,
também semelhante à do mês anterior e em mínimos desde Maio de 2008. Os valores
comparam com 9% na zona euro e 7,6% na UE, em Junho de 2017. As taxas mais
baixas são da República Checa (2,4%) e Alemanha (3,4%). Em sentido contrário, as
mais elevadas são na Grécia (20,2% em Abril) e Espanha (15,2%).
30 Jul 2018 | Destaques
O prazo para o início do pagamento dos carregamentos rápidos em 60 postos da rede Mobi.E derrapou mais uma vez – deveria ter começado finalmente a 1 de Julho, depois de sucessivos atrasos – o que significa que continuam a ser os operadores responsáveis pelos mesmos a suportar o encargo com a electricidade consumida. Uma factura mensal que neste momento ascende já a 29 mil euros por mês. A EDP não regista “perdas significativas”, mas avisa que a ausência de cobrança dos carregamentos em Portugal tem consequências para o desenvolvimento da mobilidade eléctrica, dissuadindo o investimento dos operadores em infra-estrutura.
30 Jul 2018 | Destaques
Bem que o país pode continuar a promover a sua segurança como cartão-de-visita para atrair turismo. Desde 2008 que a criminalidade violenta tem vindo a diminuir -37% nos últimos dez anos -, e as boas notícias nesta matéria são de novo confirmadas este ano. De acordo com os dados já registados pelas forças e pelos serviços de segurança sobre o primeiro semestre de 2018, os crimes violentos voltaram a registar uma diminuição significativa, na casa dos dois dígitos. No ano passado os crimes violentos já tinham diminuído 8,7%. Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo, segundo o Índice de Paz Global, divulgado no mês passado.
27 Jul 2018 | Comunicados à Imprensa
O acordo foi mediado/conciliado pelo Ministério do Trabalho, através da DGERT (Direcção Geral do Emprego e Relações do Trabalho), tendo sido formalizado dia 26 de Julho, em Lisboa, entre os presidentes das duas instituições, Elidérico Viegas e Dr. Luiz Azinheira.
O novo CCT (Contrato Colectivo de Trabalho) vai vigorar por um período de 2 anos e produz efeitos a 1 de Junho de 2018. O novo CCT mantém o clausulado anterior, mas procede à alteração e actualização das tabelas salariais, assim como os respectivos subsídios, quer de línguas e alimentação, quer os abonos para falhas. Para as signatárias, as Tabelas Salariais aprovadas reflectem as realidades do actual mercado de trabalho regional.
O acordo agora firmado abrange apenas os hotéis e empreendimentos filiados na AHETA, não sendo aplicável aos estabelecimentos que não se encontrem inscritos na associação.
As partes acordaram ainda prosseguir as negociações, no âmbito do Ministério do Trabalho, através da DGERT, tendo em vista a revisão e actualização do respectivo clausulado, designadamente no que se refere à introdução das sucessivas alterações legislativas à Lei Geral, (Código do Trabalho), incluindo as aprovadas recentemente na Assembleia da República, resultantes do acordo alcançado entre os Parceiros Sociais, no âmbito do Conselho Económico e Social.
17 Jul 2018 | Comunicados à Imprensa
O facto de o turismo ser uma actividade de pessoas para pessoas, faz com que o factor humano desempenhe, neste sector económico, um papel muito mais crucial e decisivo do que em outras actividades económicas, nomeadamente no que se refere à qualidade dos serviços prestados.
Para a AHETA, os estrangulamentos actualmente existentes nesta matéria resultam, em grande medida, da ancestral falta de mobilidade entre as zonas residenciais com maior concentração de trabalhadores e os respectivos locais de trabalho, localizados fora das áreas urbanas.
Numa altura em que as Câmaras Municipais se preparam para rever os seus PDM´s (Planos Directores Municipais), a AHETA apela aos responsáveis autárquicos para a necessidade de implementar políticas de habitação activas a custos controlados, tendo em vista motivar e atrair mão-de-obra de outras regiões do País, mas também imigrantes oriundos de países terceiros.
Os hotéis e os empreendimentos turísticos vêm desenvolvendo, sobretudo nos últimos anos, esforços e investimentos avultados para tentar suprir estas carências, proporcionando sempre que possível alojamento e outras facilidades aos seus trabalhadores. Contudo, e apesar de muito importantes, estes esforços não têm sido suficientes para resolver as enormes lacunas estruturais que a região enfrenta nesta área.
Por outro lado, torna-se necessário estabelecer parcerias entre o sector público e o sector privado, com o objectivo de fidelizar os trabalhadores ao turismo e às empresas, através, nomeadamente, de acções de formação contínua durante a temporada baixa, visando a criação de equipas estáveis e duradouras ao longo do ano, melhorando a qualidade dos serviços prestados e aumentando os seus níveis de produtividade e, por essa via, a rendibilidade das empresas e a competitividade turística regional e nacional.
A actividade económica do turismo tem sido e vai continuar a ser um factor determinante na minimização dos impactos negativos das crises, quer no plano social quer na esfera macroeconómica do País.
O Direito do Trabalho não resolve, por si só, os problemas estruturais da falta de mão-de-obra, pelo que o regresso a um passado proteccionista em termos de legislação laboral, como pretendem algumas forças politicas e sindicais, não pode servir de desculpa para ultrapassar os estrangulamentos com que o nosso País em geral e o Algarve em particular se vêm confrontando nos últimos tempos, quer nesta quer em outras matérias.
É por estes motivos que o Estado está obrigado, por um lado, à introdução de medidas que visem a melhoria da envolvente empresarial no sector do turismo e, por outro, à resolução dos problemas sociais e bem-estar das populações residentes.
Neste sentido, importa agilizar e flexibilizar os processos de legalização de imigrantes, tendo em vista a importação controlada de mão-de-obra estrangeira para trabalhar na economia em geral e no turismo do Algarve em particular.
Para a AHETA, a questão da falta de mão-de-obra é um dos casos mais prementes da maior actividade económica nacional, sobretudo da maior e mais importante região turística portuguesa – o Algarve.
13 Mar 2018 | Comunicados à Imprensa
A aprovação de uma Taxa a cobrar aos turistas que visitam o Algarve revela desconhecimento sobre a verdadeira substância do turismo regional e uma falta de sensibilidade a toda a prova por parte das autarquias da região.
Ao invocar, entre outros aspectos, os exemplos de Lisboa e Porto para justificar a introdução desta taxa, os autarcas regionais mostram desconhecer o contributo da maior e mais importante região turística portuguesa para a economia do nosso País e da maior actividade económica nacional – o turismo.
Assim, enquanto Lisboa e Porto são destinos de estadias curtas, também conhecidas por city breaks, o Algarve é um destino de férias direccionado para famílias e, por conseguinte, estadias mais prolongadas.
Esta é a razão pela qual não se conhece nenhum destino turístico concorrente do Algarve onde esta taxa esteja a ser aplicada, o que vai, caso a medida venha a concretizar-se, funcionar como mais uma perda competitiva face à concorrência mais directa.
Por outro lado, salvo melhor opinião, esta taxa fere os princípios constitucionais da igualdade, uma vez que será aplicada apenas às cerca de 20 milhões de dormidas registadas todos os anos nos estabelecimentos classificados oficialmente, deixando por tributar cerca de 15 milhões de dormidas anuais em alojamento privado não registado – a chamada oferta paralela.
Para a AHETA, as receitas oriundas desta taxa destinam-se a suprir dificuldades orçamentais e outras incapacidades autárquicas, sem quaisquer contrapartidas para os turistas e para a actividade turística da região e, muito menos, como é referido na nota explicativa, para esbater a sazonalidade.
A Taxa Turística é mais uma daquelas coisas que sabemos como começa, mas não quando nem como acaba. Se dúvidas houvesse sobre esta matéria, veja-se a disputa entre Lisboa e Porto para ver quem mais cobra.
Esta Taxa Turística, tal como foi anunciada, configura claramente um imposto, já que os turistas não passam a receber nada de novo ou a mais, nem irão beneficiar de qualquer vantagem extraordinária com o pagamento da referida taxa, conforme decorre do legalmente estipulado sobre esta matéria.
Trata-se, portanto, na nossa perspectiva, de uma ilegalidade, uma vez que as autarquias não só não têm competências nesta matéria como, felizmente, ainda não foram autorizadas a lançar impostos sobre os cidadãos e as suas actividades económicas.
Por tudo o que fica exposto, a AHETA reserva-se o direito de, em nome dos empresários hoteleiros e turísticos do Algarve, desencadear todas as acções em lei permitidas, tendo em vista impedir a aplicação de uma medida considerada injusta, ilegal e atentatória do interesse público regional e nacional.
A AHETA apela, mais uma vez, ao bom senso dos autarcas e autarquias do Algarve para evitarem dar tiros nos pés, passando para o exterior imagens negativas da região e do seu turismo, particularmente quando a actividade turística, após um ciclo de crescimento, começa a dar sinais de alguma contenção e estagnação da procura.