Mais de 10 mil abrangidos no lay-off tradicional

Os dados divulgados pela Segurança Social dão também conta de que Março voltou a alargar o universo de trabalhadores abrangidos por suspensões de contratos e reduções de horário permitidas pelo mecanismo de lay-off previsto no Código do Trabalho (estão ainda em vigor o lay-off simplificado e o apoio à retoma progressiva). Em Março, o número de trabalhadores neste regime de lay-off cresceu 13%, para 10 332. Destes, mais de 5900 trabalhadores estavam com suspensão de contrato, ou seja, sem prestação efetiva de trabalho, sofrendo os restantes reduções de horário.

Mais 1400 famílias com RSI em março

O número de famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inserção (RSI) tornou a subir no último mês, crescendo 1,4% para um total de 101 574 agregados abrangidos pela medida destinada a atenuar os efeitos da pobreza. Ao certo, foram mais 1400 famílias que receberam RSI no mês passado, segundo as estatísticas da Segurança Social, com o valor médio do apoio ao conjunto dos membros do agregado a ficar em 262,31 euros. Face há um ano, há agora mais 7 626 famílias a receber RSI, num crescimento de 8%

Portugal corre o maior risco na UE de uma crise prolongada

A elevada exposição ao turismo e outros sectores vulneráveis, o que significa uma percentagem considerável da economia sem a possibilidade de teletrabalho, bem como fragilidades macro e falta de literacia digital colocam o país em risco de uma crise profunda que, juntamente com o resto do Sul da Europa, pode resultar num agravamento do fosso em relação ao Norte mais desenvolvido. Portugal é o país da União Europeia (UE) que apresenta maiores riscos de uma crise económica prolongada e de aprofundar o fosso para as nações mais desenvolvidas do bloco europeu, defende o banco ING.

Fomos campeões nas ausências ao trabalho por causa da covid

Portugal está entre os países da União Europeia onde a pandemia mais gerou, no ano passado, dias de trabalho perdidos, com as ausências ao trabalho a dispararem 67% em comparação com o ano anterior. Houve no ano passado menos 175 milhões de dias trabalhados no país. Foram mais 70 milhões de dias de ausência na comparação com o ano anterior. Os dados para Portugal contrastam com um crescimento de apenas 38% nos dias de trabalho perdidos no total da União Europeia, com os países do bloco a registarem em conjunto 6,6 mil milhões de ausências ao trabalho, mais 1,8 mil milhões do que em 2019.

Défice comercial reduz-se e Portugal segura excedente face ao exterior

O défice comercial da economia portuguesa face ao exterior reduziu-se nos primeiros dois meses do ano, permitindo que o país continue a segurar um excedente externo. Até Fevereiro, a balança de bens e serviços acumulou um défice de 520 milhões de euros, menos 152 milhões de euros do que em igual período do ano passado. Na balança de serviços, o excedente encolheu de 1.977 milhões de euros, para apenas 721 milhões. “Esta diminuição foi maioritariamente justificada pelo decréscimo acentuado do saldo da rubrica viagens e turismo, no montante de 1.032 milhões de euros”, explica o banco central.

IEFP acelera formação e atenua desemprego

Havia em Março 114 mil pessoas ocupadas em programas de emprego e formação, um número que no mês passado já subiu mais (35%) do que o do desemprego oficialmente registado (26%). É habitual o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ter um número significativo de pessoas em programas de emprego e formação, que por isso não contam para as estatísticas do desemprego registado. O que aconteceu em Março, pela primeira vez durante a pandemia, é que o aumento homólogo do número de ocupados (35%) superou claramente o crescimento do desemprego oficial registado nos centros de emprego

70% quer estender moratórias

A maioria dos inquiridos em sondagem da Intercampus considera que as moratórias devem ser prolongadas. E já há quem admita que não conseguirá pagar créditos. Com o fim das moratórias do crédito a aproximar-se, a larga maioria dos portugueses considera que esta medida deveria ser prolongada. E há já uma fatia da população com créditos em moratória que admite que não terá capacidade financeira para pagar estes empréstimos.

Possibilidade de moratórias de crédito serem prorrogadas é muito escassa

É muito escassa a possibilidade de extensão das moratórias bancárias. Todas as indicações que temos é que não existe praticamente possibilidade nenhuma disso acontecer [extensão das moratórias ao abrigo das guidelines da Autoridade Bancária Europeia]. Para a APB as moratórias não “são o fim da linha” sendo o “impacto muito reduzido”. As prorrogações das moratórias não estão a ser equacionadas pela generalidade dos restantes Estados-membros e que a duração média das moratórias é em Portugal de 18 meses, tanto no caso dos particulares como das empresas, o que excede os nove meses médios registados na União Europeia (para particulares) e os seis meses de duração média da UE para as moratórias das empresas.

Um ano depois da pandemia, desemprego registado está no nível mais alto da era-Covid

Segundo o IEFP, os grupos profissionais dos desempregados registados no Continente, o organismo de estatística sinaliza como os mais representativos, por ordem decrescente: “Trabalhadores não qualificados“ (25,2%); “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores” (23,5%); “Pessoal Administrativo” (11,5%); “Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (9,9%)”e “Especialistas das atividades intelectuais e científicas” (9,7%). Em termos regionais, no mês de Março, o desemprego registado aumentou em todas as regiões do País. Dos aumentos homólogos, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+54,6%), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (+40,7%) e da região da Madeira com +30,6%.

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego sobe 25,9% em Março

De acordo com o IEFP, no final de Março, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 432.851 desempregados. IEFP avisa que desempregados devem manter procura ativa de emprego à distância. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 25,9% em março em termos homólogos e 0,2% face a fevereiro, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Este número representa 70,7% de um total de 611.958 pedidos de emprego.