Estado encaixa menos 3,6 mil milhões em impostos

O Estado arrecadou menos 3.662,8 milhões de euros em impostos até Julho, correspondente a uma quebra de 14,6% face ao mesmo período de 2019. A receita fiscal líquida acumulada do subsetor Estado continua a ser afetada pelos efeitos da pandemia provocada pela covid-19 na economia portuguesa, registando no final de julho uma queda de 3.662,8 milhões de euros (-14,6%) face aos primeiros sete meses de 2019. O montante global da receita de impostos arrecadada nestes primeiros sete meses de 2020 é de 21.830,9 milhões de euros. No mesmo período de 2019, a receita fiscal do Estado totalizava 25.571,3 milhões de euros. Julho é o segundo mês consecutivo em que a receita fiscal regista uma quebra homóloga na ordem dos 14%.

Pandemia custou 2.316 milhões de euros ao Estado

A pandemia da Covid-19 custou 2.316 milhões de euros ao Estado até ao final de Julho, devido a quebras de receita de 672,1 ME e aumentos de despesa de 1.643,9 ME. O valor registado até Julho relativo à pandemia de covid-19 é inferior aos 3.774 milhões de euros de perdas relativas a aumento da despesa e redução da receita registados até Junho. Do lado da receita, destaca-se as prorrogações de pagamento de impostos, a pagar a partir do 2.º semestre, por um período de até seis meses (379,3 milhões de euros para o IVA e 122,9 milhões de euros para as retenções na fonte de IRS e IRC) e a suspensão do pagamento de planos prestacionais e de processos de execução contributiva (99,4 milhões de euros).

Prorrogação do pagamento de IVA, IRC e IRS gera prejuízo ao Estado

A DGO detalha que a prorrogação da retenção na fonte do IRC e IRS gerou uma perda de 122,9 ME, a prorrogação do pagamento do IVA de 379,3 ME, a suspensão do pagamento de planos prestacionais e processos de execução contributiva 99,4 ME e outros itens 68,5 ME. A maior fatia da despesa relacionada com a pandemia de covid-19 foi dedicada ao ‘lay-off’, que custou 751,8 milhões de euros, seguindo-se equipamentos de proteção individual (EPI), medicamentos e outros itens de saúde (251,8 ME), o apoio extraordinário à redução da atividade económica dos trabalhadores independentes (137,2 ME) e ainda outros itens (114,7 ME).

Pandemia gerou défice de 448,4 milhões de euros à Segurança Social

A pandemia da Covid-19 provocou um défice de 448,4 milhões de euros no mês de Julho na Segurança Social, o que representa uma variação de menos 2.059 milhões de euros face ao período homólogo de 2019. Resultado é explicado pelo aumento considerável da despesa efetiva, em 1.943,9 milhões de euros, ou 12,7%, devido às medidas extraordinárias adotadas para responder à pandemia por Covid-19. A receita efetiva diminuiu, sendo agora 16.772,8 milhões de euros, o que se traduziu numa redução de 0,7% face ao período homólogo do ano anterior.

Segurança Social regista decréscimo de contribuições

A Segurança Social registou um decréscimo das contribuições e quotizações em 247,6 milhões de euros (-2,4%), do aumento das transferências do exterior em 28,1 milhões de euros (+4,2% do que no período homólogo) e ao aumento das transferências correntes da Administração Central em 224,8 milhões de euros.

Segurança Social com mais despesas

A despesa efetiva atingiu em Julho o montante de 17.221,2 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 12,7% face ao período homólogo. Um aumento provocado em grande medida pela introdução das medidas excecionais e temporárias devido à Covid-19, e que gerou um acréscimo de despesa de 1.094 milhões de euros. Já a despesa com os subsídios de desemprego aumentou 21,4% em termos homólogos, para 855,2 milhões de euros, enquanto a despesa com a Prestação Social para a Inclusão (PSI) cresceu 26,6%, para 239,3 milhões de euros, face ao período homólogo de 2019.

Quase todas as empresas ficam isentas do pagamento por conta

O Ministério das Finanças publicou um despacho a clarificar o âmbito da suspensão desta obrigação legal. Só grandes empresas sem quebra de faturação ficam de fora. O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais veio ontem clarificar o alcance da suspensão dos pagamentos por conta.

PIB da OCDE com maiores de quedas de sempre no segundo trimestre de 2020

A OCDE divulgou os dados do PIB dos países que compõem a organização, que confirmam o impacto da pandemia a nível global. O Reino Unido regista as maiores perdas em termos de produção. O PIB da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caiu 9,8% no segundo trimestre de 2020. Esta variação representa a maior queda alguma vez registada deste indicador, numa altura em que todas as sete maiores economias do mundo (G7) contraíram significativamente. Em termos homólogos, o produto conjunto dos países que compõem a organização desceu 10,9%. Em termos anuais, o Reino Unido registou a maior queda do grupo analisado, com -21,7% de PIB do que no mesmo período de 2019. Os Estados Unidos registaram a variação menos negativa, com -9,5%.

Quebra do turismo poderá afetar economia britânica em 25 mil milhões de euros

As previsões iniciais do impacto do turismo no Reino Unido sugerem que as perdas no setor poderão ascender os 22 mil milhões de libras (cerca de 24,5 mil milhões de euros) deixando em risco cerca de três milhões de empregos no setor. Os dados surgem num relatório do Conselho. O relatório de impacto económico de 2020 do WTTC estima que a indústria de viagens e turismo é responsável por quase quatro milhões de empregos, ou seja, 11% da força de trabalho total do país, e gera quase 200 mil milhões de libras (cerca de 222 mil milhões de euros) anualmente, ou seja, 9% da economia do Reino Unido.

Portugal é o que mais ganha face à sua riqueza

Portugal vai receber, no âmbito da nova linha de crédito da Comissão Europeia (CE) para ajudar a pagar os apoios ao emprego (SURE), cerca de 5,9 mil milhões de euros. Em valor é o quinto maior apoio na proposta de Bruxelas, mas em função do tamanho da economia portuguesa em 2020 (o produto interno bruto projetado em maio pela própria Comissão) Portugal terá, na verdade, a maior linha de crédito em termos proporcionais entre os 16 países elegíveis para esta rede de segurança financeira, o equivalente a 2,9% do PIB.