Crédito ao consumo cai 26,4% em junho em relação a 2019

Os novos créditos ao consumo contratados em Junho, no valor de 420,361 milhões de euros, diminuíram 26,4% face a Junho de 2019, mas aumentaram 40,4% em relação a Maio. O crédito ao consumo contratado em Junho foi superior em 120,9 milhões de euros face ao de Maio, mas foi inferior em 150,7 milhões de euros em relação ao contratado em igual mês do ano passado, segundo os dados do BdP. O crédito pessoal foi o que registou a maior queda, de 46,3% para 144 milhões de euros, o crédito automóvel caiu 2,2% para 221 milhões de euros e os cartões e descoberto bancário diminuíram 28,3% para 55 milhões de euros.

Portugal perdeu 18 milhões de passageiros em seis meses

O setor da aviação arrasta-se numa crise que os números insistem em confirmar. Os dados de Junho revelam a quebra acentuada do tráfego aéreo durante o segundo trimestre do ano, devido à pandemia. Em apenas seis meses, os aeroportos nacionais perderam mais de 18 milhões de passageiros. Os dados já eram previsíveis, mas foram agora oficializados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e permitem perceber o impacto das restrições às viagens impostas por vários Governos, na sequência da pandemia da covid-19, no setor da aviação. E nem sequer uma tímida recuperação, face a Abril e Maio, permitiu ao setor escapar, neste momento, ao cenário de profunda crise que se instalou.

Layoff – Empresas podem rescindir

As empresas que estiveram abrangidas pelos apoios criados no âmbito da covid-19 não podem avançar para despedimentos coletivos ou por extinção do posto de trabalho, mas podem avançar com rescisões por mútuo acordo. Apesar de proibir os despedimentos coletivos ou por extinção de posto de trabalho, nos 60 dias seguintes, o lay-off – e os mecanismos que se seguem – acaba por não proibir a dispensa de trabalhadores precários, ao mesmo tempo que também não garante proteção total para os que têm outro tipo de contratos menos precários.

Ryanair reduz 20% dos voos em Setembro e Outubro

Reduções passam, sobretudo, por uma menor frequência de voos e não por interrupções do serviço. A companhia aérea irlandesa Ryanair anunciou uma redução de 20% do número de voos em Setembro e Outubro, apontando uma baixa nas reservas devido a um aumento de casos de covid-19 na Europa. A Ryanair, que até agora tinha previsto voltar a 70% da sua capacidade em Setembro, explica em comunicado ter de reduzir os voos previstos, nomeadamente para França e para Espanha, dois países incluídos na quarentena imposta pelo Governo britânico. Para enfrentar a crise causada pela pandemia e a diminuição da procura, a Ryanair já anunciou um plano de reestruturação que passa pela eliminação de 3.000 empregos, o que representa 15% do seu pessoal.

Pandemia põe milhões de europeus no caminho da crise

A crise económica pode agravar-se na Europa: os planos para suspender a ajuda sem precedentes aos trabalhadores durante a pandemia de coronavírus ameaçam mergulhar milhões de famílias em dívidas. Organizações que ajudam as pessoas a resolverem problemas financeiros alertam sobre o forte aumento do número de famílias sobrecarregadas por contas que não conseguem pagar. Mesmo nos países ricos com grandes poupanças, como a Alemanha e a Áustria, os cidadãos começam a mostrar preocupação. A Resolution Foundation disse este mês que 44% das famílias do Reino Unido antes da crise seriam incapazes de pagar as contas num período de três meses se perdessem a sua principal fonte de rendimento.

Contribuintes adiam entrega ao Estado de €1.321 milhões em impostos

Mais de 94 mil contribuintes aderiram à flexibilização do pagamento de alguns impostos, uma possibilidade dada pelo Governo no âmbito das medidas fiscais de resposta à pandemia. O regime excecional e temporário de cumprimento de obrigações fiscais teve a adesão de 94.066 contribuintes, dos quais 73.525 são empresas, 78% do total, indicou ao Expresso o Ministério das Finanças. Ao todo, o valor do IVA (mensal ou trimestral) e das retenções na fonte de IRS e de IRC que estão a ser liquidados faseadamente ascende a 1.321 milhões de euros.

Apoio à retoma atrai 1268 empresas

O regime de apoio à retoma, que substituiu o layoff simplificado no início de Agosto, atraiu 1268 empresas nos primeiros 15 dias. Em período idêntico, o layoff simplificado registou o triplo da adesão: 3361 empresas. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que as empresas que aderiram ao regime da retoma progressiva representam um universo de cerca de 11 mil trabalhadores. Estas 1268 empresas ficam muito abaixo das 6376 empresas que optaram pelo incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial, com um “cheque” por cada trabalhador segurado após o layoff. Cerca de 92 mil trabalhadores foram abrangidos pelas medidas de apoio ao emprego que entraram em vigor em Agosto.

Governo quer 50 a 100 postos de abastecimento de hidrogénio em funcionamento até 2030

O Governo quer que estejam em funcionamento 50 a 100 postos de abastecimento de hidrogénio até 2030, segundo a Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2). Governo pretende promover uma política industrial em torno do hidrogénio verde, qualificando-o como uma das principais soluções para a descarbonização da economia, em conjugação com a criação de uma nova fileira industrial com potencial exportador e gerador de riqueza, orientando, coordenando e mobilizando investimento público e privado em projetos nas áreas da produção, do armazenamento, do transporte e do consumo e utilização de hidrogénio verde em Portugal.

Em seis meses, pandemia destrói quase metade do emprego criado em seis anos na Zona Euro

O impacto económico da pandemia originou a perda de 4,996 milhões empregos entre os 19 países que compõe a Zona Euro, nos primeiros seis meses deste ano. Quase metade dos cerca de 12 milhões de postos de trabalho que foram acumulados desde a crise de dívida soberana, nos últimos seis anos. Desde o segundo trimestre de 2014, quando o emprego da região começou a dar sinais de retoma dos resquícios da crise de dívida dos países do Sul da Europa – que levou à explosão das taxas de juro nos países da chamada periferia – a região foi capaz de criar 12,161 milhões de novos empregos até ao final do ano passado.

Excedente comercial de bens sobe em Junho na zona euro

Segundo o gabinete estatístico europeu, as exportações de bens da zona euro para o resto do mundo recuaram 10% em Junho, para os 170,3 mil milhões de euros e as importações diminuíram 12,2% para os 149,1 mil milhões de euros. O excedente do comércio externo de bens subiu, na zona euro, em Junho, para os 21,2 mil milhões de euros, mas recuou para os 85,9 mil milhões no primeiro semestre, em termos homólogos, segundo dados do Eurostat. Na União Europeia (UE), a balança comercial externa de bens viu o seu excedente crescer para os 20,7 mil milhões de euros, face ao de 17,5 mil milhões registado em junho de 2019.