Layoff sobe custos nas empresas

Menos horas trabalhadas aumentaram 13,5% o custo do trabalho no segundo trimestre. A forte redução nas horas trabalhadas devido ao layoff simplificado fez o Índice de Custo do Trabalho aumentar 13,5% no segundo trimestre deste ano face ao período homólogo. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “esta evolução resultou da conjugação do decréscimo de 0,7% no custo médio por trabalhador com a redução de 12,2% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”. O INE realça que “o decréscimo das horas trabalhadas foi transversal a todas as atividades económicas analisadas. Os custos do trabalho por cada hora trabalhada, sofreram também um aumento de 15,2% e 5,4%, respetivamente, entre Abril e Junho deste ano, “tendo estas variações sido significativamente mais acentuadas que as observadas no trimestre anterior (7,7%, 7,6% e 8,1% respetivamente), exceto para os outros custos”.

Banco de Fomento empresta a partir de outubro

Instituição para apoio a empresas arranca com capital social de 255 milhões de euros. O Banco Português de Fomento (BPF), que apoiará as empresas na resposta à crise provocada pela pandemia, deverá estar a funcionar em Outubro. O foco será o crédito às empresas, assentando sobretudo no dinheiro vindo dos fundos comunitários e das linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento nos próximos anos. À lista de competências junta-se a “gestão do sistema de garantias de Estado” associadas às linhas de crédito bem como os apoios à exportação e internacionalização das empresas nacionais.

Lay-off simplificado leva custo do trabalho a subir 13,5% no segundo trimestre

Portugal registou um acréscimo homólogo do índice de custo do trabalho superior à média da União Europeia, que é de 6,5%. “Esta evolução resultou da conjugação do decréscimo de 0,7% no custo médio por trabalhador com a redução de 12,2% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”, explica o INE. As duas principais componentes dos custos do trabalho por hora efetivamente trabalhada – custos salariais e outros custos – aumentaram 15,2% e 5,4%, respetivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o INE, Portugal registou um acréscimo homólogo do ICT superior à média da União Europeia, que é de 6,5%. No primeiro trimestre de 2020, o ICT tinha crescido 7,7%

TAP serve apenas 5% dos passageiros no aeroporto do Porto

TAP aumenta operação 30% em Outubro, mas não acrescenta serviço no Porto ou em Faro. Haverá mais destinos para Brasil e Estados Unidos. A TAP perdeu quota de mercado no transporte de passageiros nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Na Invicta, já só um em cada vinte passageiros foi transportado pela companhia aérea nacional no segundo trimestre deste ano, divulgou ontem a Autoridade Nacional de Aviação Civil. Entre 1 de abril e 30 de junho, a pandemia eliminou 91% do tráfego aéreo em Portugal e 97,5% dos passageiros. Em vez dos 15 milhões de passageiros registados no trimestre homólogo do ano passado, as companhias tiveram apenas 388 mil viajantes. Já eram poucos e a TAP perdeu-os para os principais concorrentes em todos os aeroportos do continente, incluindo no hub de Lisboa.

Tráfego nas autoestradas cai para metade no segundo trimestre de 2020

O tráfego nas autoestradas nacionais caiu para metade (46%) no segundo trimestre de 2020, face a igual período do ano passado, sendo o “pior trimestre de circulação e tráfego médio desde que há registos na rede”. O número médio de veículos que circularam nas autoestradas nacionais foi de 8800 veículos/dia, o que contrasta com os 16 300 verificados em 2019, sendo “o pior registo desde que há estatísticas deste indicador, ou seja, desde 2006. Analisando por regiões, as maiores quedas verificaram-se em dois extremos do País: o Interior Norte (A24) com menos 53%, e a Via do Infante (A22), com uma quebra de 65%, “reflexo também da diminuição de turistas.

Economia britânica contrai 20,4% no segundo trimestre. É a maior queda da Europa

A economia do Reino Unido sofreu uma contração maior do que qualquer outro país na Europa no segundo trimestre, com o PIB (produto interno bruto) a cair 20,4% em cadeia no período em análise, naquela que é a maior queda da história numa das maiores economias do “velho continente. Este valor segue a contração também registada nos primeiros três meses do ano de 2,2% e vai ao encontro da expectativa do consenso dos economistas questionados pela Reuters, que apontava para uma redução histórica de 20,5%.

Corrida ao subsídio de desemprego atinge recorde de 15 anos

Os centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) registaram, no segundo trimestre (período de confinamento), mais 47 886 beneficiários de prestações de desemprego, naquele que é o segundo maior aumento trimestral (face aos primeiros três meses do ano) das séries oficiais que remontam ao início de 2000. A maior subida ocorreu há 15 anos. Faro e Viana do Castelo foram os distritos onde, em Junho, ocorreram as maiores subidas no número de beneficiários do subsídio. O agravamento do desemprego ainda não aparece nos dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao segundo trimestre, mas o Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSSS) mostra de forma inequívoca a brutal degradação que está em curso no mercado de trabalho.

Empresas com novo apoio à retoma recebem ajuda para subsídio de Natal em 2021

As empresas que recorrerem ao apoio à retoma, medida que sucedeu ao ‘lay-off’ simplificado, têm de pagar o subsídio de Natal na íntegra, mas o apoio da Segurança Social chegará em 2021.  O trabalhador com redução de horário no âmbito do novo apoio extraordinário à retoma progressiva da atividade “tem direito a subsídio de Natal por inteiro. O valor do subsídio de Natal é comparticipado pela Segurança Social, nos seguintes termos: um duodécimo de metade da compensação retributiva relativa a cada um dos meses de atribuição do apoio. O empregador paga o montante restante por forma a assegurar o subsídio de Natal por inteiro.

Recuperação da economia portuguesa estagnou em julho

A economia portuguesa manteve o nível de atividade económica no mês de julho, face ao mês anterior, contrariando a tendência de recuperação que se verificou nas principais economias mundiais. A conclusão surge da evolução dos indicadores compósitos avançados (CLI, composite leading indicators) publicados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). Portugal não foi o único país da OCDE a dar sinais de interrupção na tendência de recuperação em julho. Os indicadores para a Áustria, México, Austrália, Hungria, Dinamarca, Espanha, Eslovénia e República Checa também estabilizaram ou sofreram mesmo descidas ligeiras.