“Lay-off”: 90 mil pedidos validados e 735 mil trabalhadores abrangidos

A Segurança Social já validou 90 mil pedidos de empresas para adesão ao “lay-off” simplificado, abrangendo 735 mil trabalhadores. O valor total dos processos ascende a 284 milhões de euros e o tempo médio de resposta dos pedidos por parte da Segurança Social é de 16 dias. Até ao dia 15 de Maio foram pagos 83.324 pedidos de “lay-off” e que, entretanto, foram corrigidos cerca de seis mil processos, havendo 5400 com dívidas à Segurança Social ou à Autoridade Tributária e cerca de quatro mil “não tinham condições de elegibilidade”.

Mais de 1600 pessoas perderam o emprego por dia em Abril

O número de desempregados em Portugal cresceu 22,1% durante o mês de Abril em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com números do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), foram mais 392 mil os inscritos em centros de emprego no passado mês – um aumento de 14,1% em relação a Março. Ao todo, o número de desempregados registados em Portugal indica um aumento de mais de 48 mil inscritos em relação a Março. Tal significa que, em média, 1.615 pessoas perderam o emprego por dia em Portugal durante Abril.

Bruxelas estima que turistas europeus poderão mover-se livremente no espaço comum

A Comissão Europeia estimou que, no Verão, os turistas europeus sejam capazes de “se mover livremente” na União Europeia (UE). Com o surto a estabilizar na Europa, os governos estão agora a levantar algumas medidas, nomeadamente no que toca aos transportes e ao turismo, dois dos sectores mais afectados pela paralisação imposta pela covid-19, e foi para os orientar que Bruxelas emitiu algumas orientações, visando medidas coordenadas. Comissão Europeia propôs aos Estados-membros critérios para a reabertura gradual das fronteiras internas da União Europeia no actual contexto da pandemia da covid-19, sublinhando que deve ser respeitado o princípio da não-discriminação.

Despedimentos colectivos afundam 53% em Maio

Depois da explosão de Abril, uma das maiores de sempre, o número de trabalhadores afectados por este tipo de medida caiu nos 15 dias seguintes. Em contrapartida, os novos pedidos de subsídio de desemprego e o número de trabalhadores com redução forçada de horário e de salário (lay-off) continuam a subir. Os dados oficiais mostram que o lay-off, que o Governo refere como “uma medida excepcional e temporária de protecção dos postos de trabalho, no âmbito da pandemia”, estará a ter algum efeito. Pelo menos, os despedimentos recuaram. Desde 1 de Março, quase 117 mil pessoas acorreram aos centros de emprego para pedir o subsídio, segundo o Gabinete de Estratégia e Planeamento.

São poucos os portugueses que tencionam viajar

Os portugueses, na sua maioria, não têm planos para viajar no Verão. E os que têm estão a pensar passear dentro de Portugal. Os que não tencionar viajar apontam o medo de contágio do vírus como a principal razão. A maior parte dos portugueses diz não tencionar viajar este Verão. Segundo uma análise da Intercampus, 56,5% dos inquiridos não pensa sair da sua residência na época balnear.

Autoridade Tributária já começou a questionar quem aderiu às amnistias fiscais

A alteração aprovada no Orçamento de Estado para 2019 relativa aos Regimes Excepcionais de Regularização Tributária (RERT), que permite ao Fisco consultar os registos e questionar os contribuintes que aderiram, já começou a ser aplicada. A nova lei dá margem legal para construir matrizes de risco a partir das fichas dos RERT e, sem tocar nos factos tributários regularizados, fazer diligências para detectar se há outras eventuais dívidas mais recentes, explica o jornal. Os RERT foram, desde o início, instrumentos controversos, porque os governos permitiram aos contribuintes faltosos beneficiarem de um duplo incentivo: regularizar o património através de uma taxa de IRS baixa e com a garantia de que ficariam excluídos de responsabilidades por essas infracções tributárias ou criminais.

Lucro da Ryanair aumenta 13,2% para 1002 milhões de euros

Apesar dos resultados positivos, a incerteza que se vive no sector da aviação devido à pandemia – e que se irá reflectir no próximo exercício – já levou a Ryanair a alertar que poderá ter a necessidade de cortar até três mil postos de trabalho, principalmente entre pilotos e pessoal de cabine. A companhia irlandesa de baixo custo anunciou que aumentou a receita em 10% até 31 de Março, facturando um total de 7 690 milhões de euros – mesmo depois de a pandemia de covid-19 interrompido 99% das suas rotas a partir de meados de Março. A companhia aérea irlandesa transportou 148,6 milhões de passageiros durante o último ano fiscal, uma subida de 4%, embora agora calcule que o número de clientes cairá cerca de 20% este ano e que não regressará aos níveis de 2019 até o Verão de 2022.

Preço dos bilhetes dispara ou aviões ficam em terra

A Ryanair admitiu perdas de 100 milhões de euros entre Março e Junho devido ao cancelamento dos voos. Se a lotação dos aviões for reduzida, o preço dos bilhetes vai subir pelo menos 50%, avisam as transportadoras, quando Bruxelas se prepara para anunciar as medidas que permitirão retomar os voos na Europa. De acordo com a IATA, associação do sector, manter uma ocupação de dois terços faria disparar os preços dos bilhetes de avião em 43% e 54% e condenaria à morte praticamente todas as transportadoras. Só quatro em 122 companhias aéreas de todo o Mundo poderia sobreviver a essa medida. Também a easyJet já avisou que limitar lugares nos aviões fará subir “exponencialmente” o preço, pondo em risco a sobrevivência das companhias.

Tráfego aéreo gerido pela NAV Portugal caiu 94% em Abril

Em Março, o recuo tinha sido de 36% graças à primeira metade do mês que decorreu ainda em condições normais até começarem a avançar interdições a ligações aérea. A NAV Portugal geriu 4.018 voos durante o mês de Abril, uma quebra de 94,2% face ao mesmo mês do ano passado que confirma o forte impacto das medidas de contenção da pandemia covid-19 no tráfego aéreo. Estes valores são ainda mais reduzidos que as previsões mais pessimistas traçadas pela NAV Portugal aquando do desenho do orçamento para 2020, quando se estimava que no pior dos cenários se chegaria a Abril com um mínimo de 182,7 mil voos controlados.