24 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
Mercado imobiliário aguenta-se, sobretudo devido aos investidores não residentes. Recessão de 2020 deve ser a mais violenta desde 1928, ou pior, e turismo afundará 60%. Se não fossem os estrangeiros, a venda de casas teria caído de forma acentuada durante a pandemia, diz o Banco de Portugal (BdP). Aliás, em maio, já houve sinais de revitalização do mercado. Ainda assim, o novo investimento em termos globais deverá cair cerca de 11% este ano, naquele que será o pior registo desde a crise do tempo da troika (2012). A construção e o imobiliário estão a resistir à hecatombe provocada pela covid-19.
23 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
São números alarmantes e que colocam o Banco de Portugal (BdP) como a entidade mais pessimista sobre o impacto da pandemia na economia portuguesa. A instituição prevê uma quebra de 9,5% no PIB para este ano, a maior contracção desde 1928. A confirmarem-se estas previsões, que representam uma quebra de 20,2 mil milhões de euros no PIB, os 15,5 mil milhões que deverão vir da UE a fundo perdido para a recuperação da economia poderão não ser suficientes. No próximo ano, a economia deverá voltar a crescer 5,2%. Em 2022, o indicador passa para os 3,8%, permitindo repor níveis do PIB próximos de 2019. Contudo, em 2022 não será ainda possível voltar a níveis de desemprego pré-pandemia. É por isso estimada uma taxa de desemprego de 10,1%.
22 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
Deixa de haver suspensão de contratos, mas muitas empresas mantêm regras antigas. Salários só voltam a 100% em Janeiro. Há 65 mil empresas que já renovaram lay-off, mas governo confirma várias desistências. As regras para reduzir salários em empresas afectadas pela pandemia mudam a partir de Agosto para as que já tenham esgotado os três meses de acesso ao regime simplificado, bem como para as que apresentam primeiros pedidos já a meio do Verão. Os apoios à manutenção dos postos de trabalho vão ficar bem mais complexos, com três tipos de regras a correr em simultâneo. Os salários em pleno só devem voltar em Janeiro, mas a regra de não despedir também vai poder manter-se, nalguns casos, até lá.
22 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
As novas medidas ainda não são conhecidas em detalhe – falta legislar – mas a ideia essencial é que os trabalhadores passem a manter uma parte maior do salário. Nos meses de Agosto e Setembro, as retribuições de lay-off serão no mínimo de 77%, mas a percentagem pode subir em função da redução de trabalho decidida pelas empresas. Já a partir de Outubro, serão pagos no mínimo 88% do salário do trabalhador. No lay-off da retoma fica afastada a possibilidade de suspender contratos. Só poderá haver reduções máximas de horário de 70%, consoante a quebra de facturação das empresas. Por outro lado, todas as horas trabalhadas passam a ser pagas pelos empregadores, com a parte não trabalhada a ser coberta em dois terços nos meses de Julho e Agosto, e em 80% de Outubro a Dezembro.
21 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
As companhias aéreas British Airways, EasyJet e Ryanair lançaram uma acção legal contra o Governo britânico para eliminar a quarentena imposta aos viajantes que chegam ao Reino Unido, alegando que a quarentena por um período mínimo de três semanas, terá um efeito devastador no turismo e na economia do Reino Unido e destruirá milhares de empregos. As companhias aéreas pediram que o assunto fosse levado à justiça o mais depressa possível. Segundo as empresas, a quarentena é muito restritiva e não se baseia em nenhuma consulta
21 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
As tarifas por quarto devem registar, em média, uma descida de 5%, uma vez que, face à procura, uma guerra de preços não iria garantir, a longo prazo, um maior proveito para os hotéis. A pandemia de covid-19 deverá causar, este ano, uma queda de mais de 60% na receita europeia por quarto disponível, que não deverá conseguir recuperar até pelo menos 2023. Por outro lado, a desvalorização dos preços tende a deteriorar a imagem e competitividade da marca, segundo a agência. As estimativas da Fitch Ratings apontam para uma recuperação gradual a partir de 2021, mas a RevPAR vai permanecer 15% abaixo dos níveis de 2019. Já em 2022, antes da recuperação total, a receita por quarto deverá ser inferior em 5% à totalizada em 2019.