Despesa do Estado com subsídio de desemprego vai aumentar 27%, para mais de 1,5 mil milhões em 2020

A despesa do Estado com subsídios de desemprego no ano de 2020 deverá crescer 320 milhões face ao gasto em 2019, e mais 311,2 milhões do que o previsto no Orçamento do Estado de 2020. O agravamento dos valores é fruto dos efeitos observados e estimados sobre o impacto da pandemia da Covid-19 no país. Desta forma, o aumento da despesa com prestações de desemprego vai crescer 27%, para 1.508,9 milhões de euros, este ano.

Exportações recuam 39,8% e importações caem 39,1% em Abril

Em Abril, o défice da balança comercial de bens registou uma diminuição de 672 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 1131 milhões de euros, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, atingiu um saldo negativo de 879 milhões de euros, correspondente a uma diminuição do défice de 468 milhões de euros em relação a Abril de 2019. As exportações diminuíram 39,8% e as importações recuaram 39,1% em Abril, em comparação com o mesmo mês de 2019, “reflectindo os constrangimentos à actividade económica determinados pelas medidas de contenção à disseminação da pandemia covid-19.

Economia portuguesa sofreu sexta maior quebra da UE no primeiro trimestre

França, Itália e Espanha foram os países da União Europeia com o pior desempenho no primeiro trimestre. O PIB da Zona Euro recuou 3,6% no primeiro trimestre deste ano, face aos três meses anteriores, o que representa a quebra em cadeia mais acentuada desde 1995, quando estes dados começaram a ser recolhidos. Ainda assim, o valor revelado pelo Eurostat representa uma revisão em alta, já que a primeira estimativa do gabinete de estatística da Comissão Europeia apontava para uma contracção de 3,8%. França, Itália e Espanha registam o pior desempenho, com o PIB destes países, que foram também dos mais afectados pela pandemia da covid-19, a sofrerem uma contracção acima de 5%.

Segunda vaga de Covid atira Portugal para recessão de 11,3%, diz OCDE

A recessão que a economia portuguesa está a enfrentar este ano pode atingir os 11,3%, caso se venha a verificar uma segunda vaga de covid-19, no final de 2020. Admitindo que tal não acontece, e que a doença fica relativamente contida, o PIB deverá encolher, ainda assim, 9,4%. As projecções são da OCDE e são as mais pessimistas reveladas até ao momento. A covid-19 é a pior crise económica e sanitária desde a Segunda Guerra Mundial, prejudicando a saúde, o bem-estar, os empregos e criando uma incerteza extraordinária. Outra consequência duradoura será para a dívida pública. A OCDE diz que a dívida vai subir para 139,9% este ano, no cenário de duas vagas; ou 135,9%, no cenário de vaga única.

Défice alto veio para ficar

Uma das consequências mais duradouras da crise pandémica será sentida nas contas públicas, antecipa a OCDE. Para os peritos, o défice orçamental este ano atingirá os 9,5%, caso se concretize a segunda vaga de covid. Se a pandemia se ficar pela primeira vaga, ainda assim o buraco das contas públicas ficará em 7,9%. Mais: no próximo ano Portugal vai continuar a apresentar contas desequilibradas, com um défice orçamental acima do limite de 3% do PIB, previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento. Mesmo no cenário em que haverá apenas uma vaga de covid-19, o défice em 2021 será de 4,7%, antecipa a OCDE. No cenário mais negativo, o défice será de 7,4%.

Recuperação total da aviação civil antes de 2023 é improvável

A agência de notação financeira Moody’s considerou “improvável” que o sector da aviação civil recupere totalmente dos efeitos da pandemia de covid-19 antes de 2023, antecipando que a procura permaneça “severamente deprimida” em 2021. A agência de notação financeira admite que muitas companhias aéreas melhoraram a sua liquidez nos últimos anos, mas à custa do aumento da sua dívida. As companhias aéreas avaliadas pela Moody’s terão dívidas em média de cerca de 29 a 49 mil milhões de euros, em 2023, o que corresponde a uma subida de 20% a 30% face a 2019.