Excedente orçamental sobe para 2.542 milhões de euros até Setembro

O saldo orçamental aumentou 1.231 milhões de euros até Setembro face a 2018, fixando-se em 2.542 milhões de euros. A receita fiscal cresceu 4,4%, explica pelo aumento do IVA de 7,3%. “Esta evolução positiva ocorre apesar da redução das taxas de vários impostos, tais como o IRS (aumento do número de escalões e do mínimo de subsistência), o IVA (diminuição da taxa de vários bens e serviços) e o ISP (redução da taxa aplicada à gasolina em 3 cêntimos)”. As Finanças explicam ainda que o mercado de trabalho também se reflectiu na evolução da receita das contribuições para a Segurança Social, que atinge o valor mais elevado dos últimos anos”, crescendo 8,7% até Setembro.

Receita fiscal aumentou 1345 milhões de euros até Setembro

Nos primeiros três trimestres do ano a receita fiscal líquida do subsector Estado registou um aumento de 1.345 milhões de euros (+4,1%) face ao período homólogo, maioritariamente explicado pela evolução da receita de IVA, ISP e IRS. Em termos acumulados, a receita fiscal totalizou 34.154,8 milhões de euros até Setembro, o que corresponde a um aumento de 4,1%. Em Agosto, o valor total de impostos arrecadado pelo Estado tinha registado um aumento de 4,4%. Os números da execução orçamental mostram que o aumento da receita fiscal foi sustentado sobretudo pelos impostos indirectos, que subiram 6,9% até Setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Impostos levam rombo milionário com paraísos fiscais

Património transferido para sociedades offshore ronda 50 mil milhões. Estudo da Comissão Europeia não concretiza quais os destinos offshore para onde é transferido património, mas as ilhas Caimão são um destino tradicional. O Fisco português perdeu 1300 milhões de euros entre 2004 e 2016 devido às transferências para sociedades offshore. O cálculo consta do estudo ‘Estimativa de Evasão Fiscal Internacional por Indivíduos’, publicado pela Comissão Europeia, que faz uma avaliação aos 28 Estados-Membros. As perdas para a Autoridade Tributária e Aduaneira, mostra o documento, correspondem a 1% do Produto Interno Produto (PIB).

Roubo de dinheiro pode ser deduzido ao IRC apenas em casos excepcionais

O roubo de valores em dinheiro pode ser usado pela empresa afectada como uma dedução ao lucro tributável desde que este tenha ocorrido em condições muito excepcionais, como o envolvimento de armas de fogo, esclarece o fisco. Na sequência de furtos, para que as perdas registadas possam ser aceites fiscalmente terão de verificar-se, precisa o fisco, “circunstâncias muito excepcionais, um roubo à mão armada, por exemplo” e ainda outras condições especificamente definidas para as situações de furto de valores monetários, nomeadamente, que este não possa ser atribuído a deficiências de controlo interno, que tenha havido participação às autoridades e que não seja atribuído a sócio ou dirigente da empresa, ou familiares dos mesmos.

Carga fiscal mantém-se nos 34,9% em 2019 e recua uma décima em 2020

A carga fiscal deverá manter-se nos 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 e baixar uma décima, para 34,8%, em 2020. Segundo dados provisórios do INE para 2018, conhecidos em Setembro, a carga fiscal, que inclui receita de impostos e contribuições efectivas fixou-se em 34,9%, contra a anterior previsão feita em Março, de 35,4% do PIB. No Projecto de Plano Orçamental para 2020 estima-se que a carga fiscal recue para 34,8% do PIB em 2020. No Programa de Estabilidade 2019-2023, apresentado em Abril, o Governo projectava uma carga fiscal de 35,1% em 2019 e 2020; de 35,0% em 2021 e 2022; e de 34,8% em 2023.

Benefícios fiscais atingiram 2,4 mil milhões de euros em 2018

A Autoridade Tributária concedeu o ano passado benefícios fiscais no valor de 2,4 mil milhões de euros, menos 136 milhões de euros dos concedidos em 2017. Em contrapartida, o número de beneficiários aumentou cerca de 10 mil, atingindo o ano passado os 45 mil. Empresas, fundações e municípios contam-se entre os contribuintes a quem o Estado concede anualmente perdões ao nível de oito impostos. Tal como em anos anteriores, os benefícios fiscais ao nível do IRC atingiram o valor mais elevado do conjunto de impostos: 910,5 milhões de euros.