Aumento da base tributável fez subir receita do IMI em 97,4 milhões de euros em 2018

A receita do Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI) ascendeu a 1,663 mil milhões de euros em 2018 sendo este o valor mais alto desde que este imposto foi criado, em 2003, em substituição da Contribuição Autárquica. A receita do IMI registou um crescimento de 6,2%, o que corresponde a um crescimento nominal de 97,4 milhões de euros face ao valor arrecadado em 2017. O crescimento de 97,4 milhões de euros do IMI inclui um aumento de 3,9 milhões de euros no âmbito do Adicional ao IMI (AIMI).

Portugal perdeu 939 milhões de euros em IVA em 2016

Portugal perdeu 939 milhões de euros em Imposto sobre o valor Acrescentado (IVA) que ficou por cobrar em 2016, menos cerca de 118 milhões do que no ano anterior. O INE afirma que o ‘gap’ [intervalo] do IVA em 2016 – o ano mais recente com a informação necessária para o seu cálculo – foi de 5,6%, ou seja, teoricamente poderiam ter sido cobrados mais 939,4 milhões de euros neste imposto nesse ano. Depois de ter atingido um máximo de 2.196 milhões de euros em 2012 (o que corresponde a 13,6% do IVA cobrado), o ‘gap’ tem diminuído consistentemente todos os anos: para 1.707 milhões de euros em 2013, para 1.242 milhões de euros em 2014, para 1.057 milhões em 2015 e para 939 milhões em 2016.

IUC: Municípios querem imposto pago no local onde condutor reside

Receita do selo do carro em aluguer de longa duração é atribuído aos concelhos onde as empresas têm sede. A Associação Nacional de Municípios reclama que o imposto único de circulação (IUC) seja sempre pago ao concelho onde o utilizador do veículo reside. Uma alteração ao Código do IUC em 2016 fez com que parte daquele imposto nacional seja receita apenas de alguns municípios. Em causa estão os veículos fornecidos através de contratos de aluguer de longa duração ou de locação operacional. Só que a receita do IUC cobrado aos utilizadores de viaturas ao abrigo de contratos de leasing não está a entrar nos cofres dos concelhos onde esses contribuintes possuem morada fiscal.

Carga fiscal em máximos. Culpa não é dos impostos nem da economia

Não é fruto da conjuntura, é mesmo estrutural. A carga fiscal ficou em máximos de 1999 e o Banco de Portugal foi tentar perceber porquê. A resposta está nos detalhes. No ano passado, a carga fiscal atingiu o valor mais alto desde 1999. Mas isso não resultou nem da acção do Governo, como acusa a oposição, nem fundamentalmente do ciclo económico.

Agravamento do IMI para prédios devolutos

O diploma do Governo, aprovado em Conselho de Ministro em 14 de Fevereiro, estabelece como zonas de pressão urbanística “zonas onde a procura é muito maior do que a oferta ou em zonas onde a capacidade financeira das pessoas está muito abaixo dos valores de mercado. No caso de prédios devolutos em zonas de pressão urbanística, as autarquias podem agravar, a partir do segundo ano em que o imóvel está devoluto, até seis vezes mais o IMI corrente e, depois disso, aplicar a cada ano um agravamento de mais 10%.

Inflação mantém-se em 0,8%

A inflação manteve-se em 0,8% em Abril, segundo a estimativa do INE. Em Março, a taxa de inflação registada em Portugal foi a mais baixa da União Europeia (UE), inferior à verificada na Grécia e muito abaixo da média de 1,4% na zona euro. Os dados da inflação em Abril na Alemanha (acelerou de 1,4% em Março para 2,1% em Abril), Espanha (acelerou de 1,3% para 1,6%), França (subiu de 1,3% para 1,4%) e Itália (subiu de 1,1% para 1,2%).