Cobrança coerciva do Estado dispara 22% até Março

Nos primeiros três meses deste ano, a cobrança coerciva do Fisco ultrapassou os 254,6 milhões de euros. Metade dessa receita foi recuperada através de impostos directos, que justificam grande parte da subida de 22% na cobrança coerciva. Assim sendo, a execução no primeiro trimestre deste ano subiu mais 22% do que nos mesmos três meses de 2018.

Como a Europa está a apertar o cerco à evasão fiscal

Há cinco anos, a UE dedicou três frases telegráficas ao tema da transparência dos negócios: prometeu combater a evasão e fraude fiscal; apoiou o imposto sobre as transacções financeiras e uma base fiscal consolidada para as empresas; e comprometeu-se a lutar contra o branqueamento de capitais. Na hora dos balanços de despedida, é caso para dizer que aquilo que escasseou em palavras sobejou em acção, com a equipa a fechar o mandato com uma produção legislativa ímpar nesta área.

Salários negociados na contratação colectiva sobem acima da inflação há três anos

Variação nominal média salarial para o total das convenções colectivas foi de 3,3% em 2018, depois de 2,6% em 2017 e de 1,5% em 2016. O valor mais elevado da remuneração média é de 1.254 euros, nas actividades financeiras e de seguros, e o mais baixo, de 623,36 euros, na construção. Em 2018, registaram-se 220 convenções, contra 208 em 2017. As primeiras convenções representam 18,63% do total, as revisões globais 20,45% e as revisões parciais 60,9%. Já o número de trabalhadores potencialmente abrangidos no ano passado foi de 900.382, contra 820.883 em 2017.

Há 100 impostos diferentes em Portugal. Fisco só perde em 23 deles

IVA é o grande motor da carga fiscal nos três anos analisados desta legislatura. Portugal tem, actualmente, cerca de 100 tipos de impostos, taxas e contribuições. Desde o início da legislatura (do final de 2015 até final de 2018), o governo e restantes órgãos executivos públicos (regionais e locais) conseguiram arrecadar um total de 9,2 mil milhões de euros a mais, fazendo subir o total de receita fiscal e contributiva até a um valor recorde de 71 mil milhões de euros em 2018, revelou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Portugueses pagam menos mil milhões de euros em IRS do que em 2015

Os portugueses pagam em 2019 menos 1.000 milhões de euros de IRS do que pagariam em 2015 para o mesmo nível de rendimento. Remuneração bruta mensal por trabalhador subiu 2,9%. Embora a carga fiscal permanente tenha aumentado nos últimos anos, as medidas fiscais deste governo (apenas as alterações na legislação) ajudaram a contrariar esse agravamento, travando a subida da carga fiscal estrutural final, como também mostrou esta semana o Banco de Portugal.

Carga fiscal portuguesa bate novo máximo histórico em 2020

O crescimento em 4,3 mil milhões de euros da carga fiscal é explicado sobretudo pelo comportamento das receitas do IVA e do IRS, que subiram cerca de 1.040 milhões de euros e 704 milhões de euros, respectivamente, e das contribuições sociais efectivas, com um acréscimo de 1.186 milhões de euros. A receita de IRC aumentou em cerca de 536 milhões de euros, em 2018, após o aumento de 557 milhões de euros, no ano anterior.