Mais de 10 mil abrangidos no lay-off tradicional

Os dados divulgados pela Segurança Social dão também conta de que Março voltou a alargar o universo de trabalhadores abrangidos por suspensões de contratos e reduções de horário permitidas pelo mecanismo de lay-off previsto no Código do Trabalho (estão ainda em vigor o lay-off simplificado e o apoio à retoma progressiva). Em Março, o número de trabalhadores neste regime de lay-off cresceu 13%, para 10 332. Destes, mais de 5900 trabalhadores estavam com suspensão de contrato, ou seja, sem prestação efetiva de trabalho, sofrendo os restantes reduções de horário.

Fomos campeões nas ausências ao trabalho por causa da covid

Portugal está entre os países da União Europeia onde a pandemia mais gerou, no ano passado, dias de trabalho perdidos, com as ausências ao trabalho a dispararem 67% em comparação com o ano anterior. Houve no ano passado menos 175 milhões de dias trabalhados no país. Foram mais 70 milhões de dias de ausência na comparação com o ano anterior. Os dados para Portugal contrastam com um crescimento de apenas 38% nos dias de trabalho perdidos no total da União Europeia, com os países do bloco a registarem em conjunto 6,6 mil milhões de ausências ao trabalho, mais 1,8 mil milhões do que em 2019.

Portugal corre o maior risco na UE de uma crise prolongada

A elevada exposição ao turismo e outros sectores vulneráveis, o que significa uma percentagem considerável da economia sem a possibilidade de teletrabalho, bem como fragilidades macro e falta de literacia digital colocam o país em risco de uma crise profunda que, juntamente com o resto do Sul da Europa, pode resultar num agravamento do fosso em relação ao Norte mais desenvolvido. Portugal é o país da União Europeia (UE) que apresenta maiores riscos de uma crise económica prolongada e de aprofundar o fosso para as nações mais desenvolvidas do bloco europeu, defende o banco ING.

IEFP acelera formação e atenua desemprego

Havia em Março 114 mil pessoas ocupadas em programas de emprego e formação, um número que no mês passado já subiu mais (35%) do que o do desemprego oficialmente registado (26%). É habitual o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ter um número significativo de pessoas em programas de emprego e formação, que por isso não contam para as estatísticas do desemprego registado. O que aconteceu em Março, pela primeira vez durante a pandemia, é que o aumento homólogo do número de ocupados (35%) superou claramente o crescimento do desemprego oficial registado nos centros de emprego

Défice comercial reduz-se e Portugal segura excedente face ao exterior

O défice comercial da economia portuguesa face ao exterior reduziu-se nos primeiros dois meses do ano, permitindo que o país continue a segurar um excedente externo. Até Fevereiro, a balança de bens e serviços acumulou um défice de 520 milhões de euros, menos 152 milhões de euros do que em igual período do ano passado. Na balança de serviços, o excedente encolheu de 1.977 milhões de euros, para apenas 721 milhões. “Esta diminuição foi maioritariamente justificada pelo decréscimo acentuado do saldo da rubrica viagens e turismo, no montante de 1.032 milhões de euros”, explica o banco central.

70% quer estender moratórias

A maioria dos inquiridos em sondagem da Intercampus considera que as moratórias devem ser prolongadas. E já há quem admita que não conseguirá pagar créditos. Com o fim das moratórias do crédito a aproximar-se, a larga maioria dos portugueses considera que esta medida deveria ser prolongada. E há já uma fatia da população com créditos em moratória que admite que não terá capacidade financeira para pagar estes empréstimos.