Sentimento económico cresce ligeiramente na zona euro, mas volta a recuar na União Europeia

Em Agosto, o sentimento económico progrediu na zona euro 0,4 pontos para os 103,1 pontos, depois de no mês anterior ter recuado 0,6 pontos, enquanto no conjunto dos 28 Estados-membros do espaço comunitário voltou a recuar, tal como nos meses anteriores, agora 0,6 pontos, para os 101,4 pontos. A Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia aponta que o novo recuo do sentimento económico no conjunto da União deveu-se sobretudo “à forte deterioração do sentimento na maior economia fora da área do euro, o Reino Unido”, onde se registou uma queda de 1,8 pontos.

Empresas prestadoras de serviços e tecnológicas são as que mais demoram a pagar

As empresas portuguesas de prestação de serviços (business services) são as piores pagadoras, com um prazo médio de liquidação que chega aos 120 dias, ou seja, cerca de quatro meses. Os dados são do estudo Payment Behaviour 2018, da seguradora de créditos Euler Hermes. O prazo médio de pagamento das empresas em Portugal é de 73 dias, um dos mais elevados da União Europeia, e bem acima dos 60 dias estabelecidos na lei. Pior do que Portugal só a Espanha com 78 dias, a Itália com 86 e a Grécia com 90 dias. Mas o pior pagador em todo o mundo é mesmo a China, com um prazo médio de 92 dias. A Nova Zelândia, com os seus 47 dias, está no topo da tabela dos melhores pagadores, seguido pela África do Sul e pela Áustria.

“Almofada” da Segurança Social só dá para 15 meses

O valor acumulado do FEFSS reportado no final do ano de 2018 ascendia a 17.378,5 milhões de euros, sendo este montante suficiente para satisfazer compromissos de 15,65 meses em despesa com pensões do sistema previdencial de repartição. E para manter a taxa de cobertura das despesas este ano, o valor do FEFSS terá de ascender a mais de 18,3 mil milhões de euros, montante que já terá sido atingido no final do primeiro semestre. Entre 2010 e 2018, o valor do FEFSS valorizou 80,3%, sendo que, há oito anos, valia apenas 9,6 mil milhões de euros.

Fosun passa a controlar a britânica Thomas Cook

A Fosun, maior accionista do BCP e dona da seguradora Fidelidade, vai ficar com uma participação de 75% após a reestruturação da Thomas Cook, o mais antigo operador turístico do Reino Unido, que receberá do accionista chinês uma injecção de capital de 450 milhões de libras, ou 497 milhões de euros ao câmbio actual. O acordo de recapitalização permitirá ainda à Fosun passar a deter 25% da companhia de aviação do grupo britânico. Actualmente a Fosun detém cerca de 18% do grupo Thomas Cook. Em 2018, a Thomas Cook facturou o equivalente a 10,6 mil milhões de euros. Tem cerca de 22 milhões de clientes por ano e soma 21 mil trabalhadores.

Insolvências mundiais aumentam pela primeira vez em 10 anos

O número de insolvências mundiais deverá aumentar pela primeira vez em dez anos. A previsão é da Crédito y Caución, uma das marcas líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal. Segundo o estudo agora revelado, a empresa prevê que as insolvências empresariais cresçam 2,8% a nível mundial em 2019, oito décimos acima das previsões realizadas há três meses. “A revisão em alta deve-se principalmente a uma evolução das insolvências na América do Norte, pior do que o esperado, que deve agora ultrapassar a taxa de crescimento esperada para a Europa ocidental. Também se prevê que a região da Ásia-Pacífico registe um aumento sustentado”, refere o relatório, citado pela Crédito y Caución. Em Portugal, o relatório também prevê uma diminuição de 6% nos níveis de insolvência.

Excedente da Segurança Social sobe 426,2 milhões de euros até Julho

O excedente da Segurança Social aumentou 426,2 milhões de euros até Julho, face ao período homólogo de 2018, atingindo 1,16 mil milhões de euros. Ministério do Trabalho revela que o saldo do subsector da Segurança Social registou um aumento de 36% no final de Julho por comparação com o mesmo período do ano passado. Para o saldo global contribuiu, assim, o aumento observado na receita efectiva “fortemente impulsionada pelo crescimento das contribuições e quotizações que registaram uma variação de 8,7%, o equivalente a mais 826,6 milhões de euros”.