Portugal com menos 2% de habitantes em 10 anos

O INE Apresentou os primeiros resultados da contagem da população portuguesa. Portugal regista um decréscimo populacional de 2,0% e acentua o padrão de litoralização e concentração da população junto da capital. Na última década, Portugal regista um decréscimo populacional de 2,0% e acentua o padrão de litoralização e concentração da população junto da capital. O Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa são as únicas regiões que registam um crescimento da população, sendo o Alentejo aquela que regista o decréscimo mais expressivo, divulga o INE. Em contrapartida, cresceu o número de edifícios e de alojamentos destinados à habitação, embora num ritmo bastante inferior ao verificado em décadas anteriores.

Volume de negócios das empresas de serviços caiu 20% em Fevereiro

Em média, o volume de negócios destas empresas tem caído 18,8% desde que a pandemia começou, segundo o INE. O número de horas trabalhadas caiu 25% face ao mesmo mês do ano passado, o emprego diminuiu na ordem dos 9,5% e as remunerações encolheram outros 8,3%. Entre os setores que mais serviram para a redução da atividade destaca-se o “alojamento, restauração e similares” com um contributo de 6,7 pontos percentuais (p.p) no volume de negócios registado no mesmo mês do ano passado, e um agravamento da queda em 1,2 pontos percentuais face a Janeiro. Segundo o relatório publicado pelo INE, “o Alojamento apresentou uma redução de 85,2% (-78.5% no mês anterior). Já a Restauração e similares diminuiu 62,2% no período em análise (-49,3% em Janeiro)”.

Insolvências de empresas ao nível mais alto dos últimos três anos

As insolvências de empresas aumentaram 33% no primeiro trimestre deste ano para 1.579, face a igual período do ano passado, enquanto as constituições caíram 17,8%, para 3.398, em termos homólogos, revelou a Iberinform. Apenas em Março deste ano, foram contabilizadas 560 insolvências, valor que traduz um substancial aumento de 67% face a 2020, motivado, em grande parte, pelo encerramento dos processos. Até Março, foi declarada a insolvência de 900 empresas, mais 223 que em igual período do ano passado (+33%). Lisboa e Porto são os distritos com maior número de insolvências, respetivamente 359 e 388 insolvências. As quedas face ao primeiro trimestre do ano passado, registaram-se nos distritos de Vila Real (-31,5%), Faro (-31,1%), Coimbra (-25,9%), Setúbal (-23%), Ponta Delgada (-15,7%), Aveiro (-15,3%), Castelo Branco (-14,3%), Portalegre (-13,3%) e Guarda (-12,8%).

Ligação ferroviária ao aeroporto de Beja em estudo

Infraestruturas de Portugal analisa variante da Linha do Alentejo. Obra poderá ultrapassar 100 milhões de euros. Este desvio pode conferir capacidade acrescida ao aeroporto. O aeroporto de Beja representou um investimento de 33 milhões de euros, “boa parte” proveniente de fundos comunitários. Na primeira década de funcionamento, serviu sobretudo para a manutenção de aeronaves. Estes trabalhos serão feitos ao abrigo do PNI 2030, que contempla um orçamento total de 230 milhões de euros para a modernização, até 2025, das linhas ferroviárias do Alentejo e do Sul, no troço entre Torre Vã e Tunes e com uma eventual ligação ao aeroporto de Faro.

Inflação negativa trava aumento de preços em 2021

Congelamentos nas rendas, transportes públicos e portagens das autoestradas e pontes. Rendas de casa e das lojas, transportes e portagens não vão aumentar em 2021, devido aos valores da inflação registados este ano. Por determinação do Parlamento, algumas taxas de portagens vão mesmo descer. A inflação negativa registada entre Agosto do ano passado e o mesmo mês de 2020 vai fazer com o valor das rendas não sofra alterações, depois de cinco anos a subir.

Banca em alerta máximo para negócios da pandemia

Banco de Portugal está preocupado com aumento da criminalidade, riscos de branqueamento e desvio de verbas públicas ilícitos. Regulador renovou os avisos ao sector bancário no seu relatório de estabilidade financeira, onde o aumento da criminalidade é um dos riscos apontados O Banco de Portugal (BdP) colocou as instituições financeiras em alerta máximo para o risco dos negócios associados à pandemia. O supervisor financeiro não tem dúvidas de que haverá a tentativa, por parte de organizações criminosas, de aproveitar o atual contexto para a realização de operações de branqueamento de capitais, cibercrime, fraude e desvio de verbas públicas.