Portugal com PIB de 79,2% da média da União Europeia

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC), foi em Portugal de 79,2% da média da União Europeia em 2019, mantendo-se na 16ª. posição entre os países da zona euro. A despesa de consumo individual per capita, que, segundo o INE, constitui um indicador mais apropriado para refletir o bem-estar das famílias, fixou-se em 86,2% da média da União Europeia em 2019, valor superior em 1,1 pontos percentuais ao observado no ano anterior (85,1%). Entre os 19 estados membros que integram a zona euro, Portugal ocupava em 2019 a 16.ª posição, abaixo da Estónia (83,8), da Lituânia (83,5) e à frente da Eslováquia (68,2), Letónia (69,1) e Grécia (66,5).

Empresas do turismo afetadas pela Covid-19 recebem 2,5 mil milhões de euros até final do ano

Dos 22 mil milhões de euros disponibilizados para apoio à manutenção do emprego e capacidade das empresas até final do ano, 2,5 mil milhões são direcionados para o setor do turismo. Aqueles valores enquadram-se no conjunto de instrumentos criados pelo Governo para apoiar a manutenção dos postos de trabalho e a capacidade produtiva das empresas. Relativamente ao programa Apoiar.pt, que já recebeu 36.944 candidaturas, 46% das quais associadas ao setor do turismo, já aprovou financiamento no valor de cerca de 100 milhões de euros, dos quais 43 milhões já foram pagos.

Portugal abaixo da média no poder de compra

Ranking do bem-estar económico das famílias deixa País em 15º entre os 27 Estados-Membros. O indicador que mede o poder de compra e o bem-estar económico das famílias portuguesas em relação à média da União Europeia (UE) melhorou no ano passado, mas isso não impede que continuemos na parte inferior do ranking. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o nosso país surge apenas em 15º lugar quando é avaliado comparativamente aos restantes estados-membros da União Europeia.

Turismo em 2021. Recuperação vai depender da velocidade da vacinação

DBRS / Morningstar não tem dúvidas: recuperação dos países da Europa do Sul, onde se inclui Portugal, depende da velocidade da vacinação. Sector sofreu “pesadas perdas devido aos efeitos da pandemia”. Estimamos que o ritmo de recuperação das viagens e turismo em 2021 dependerá da velocidade com que a vacinação em massa será alcançada globalmente, bem como uma variedade de fatores relacionados com a sazonalidade da demanda turística, a participação do turismo doméstico e internacional, o motivo da viagem e o modo de viagem. As novas vagas do vírus voltaram a interromper a recuperação sul europeia com as chegadas de turistas a diminuírem 79% em Espanha, 77% na Grécia e Malta, 76% em Portugal e 84% no Chipre entre os meses de julho e setembro deste ano, face a igual período do ano passado.

Dívida considerada incobrável aumenta 27,1% em 2019 e ultrapassa dívida activa

A dívida em cobrança coerciva atingiu 21.146 milhões de euros em 2019, dos quais 6.423 milhões foram considerados incobráveis, um aumento de 27,1%, o que fez a dívida incobrável ultrapassar pela primeira vez a ativa. A evolução da dívida em cobrança coerciva (correspondente àquela cujo prazo de cobrança voluntária já foi ultrapassado) pela Autoridade Tributária e Aduaneira consta do parecer do Tribunal de Contas (TdC) à Conta Geral do Estado (CGE) de 2019. No final de 2019, o valor da dívida ativa ascendia a 6.224 milhões de euros, valor que compara com os 6.361 milhões de euros registados um ano antes. No seu parecer à CGE de 2019, o Tribunal de Contas refere que a redução do défice em 1,7 mil milhões de euros deveu-se, essencialmente, ao aumento da receita fiscal e ao aumento das contribuições para a Segurança Social e Caixa Geral de Aposentação.

Apoio de 21 mil milhões à banca já custou 3,3 mil milhões em juros nos últimos 12 anos

Só em 2019, perdas finais com o Novo Banco foram de 1224 milhões de euros. E o BPN fez evaporar mais 1327 milhões de euros. O custo das “intervenções públicas” para segurar os bancos em Portugal, a maior parte deles privados, já ascende a quase 21 mil milhões de euros no período de 2008 a 2019, revelou o Tribunal de Contas (TdC) no parecer sobre a Conta Geral do Estado relativo a 2019. Mas há outro custo associado que não é de somenos. Segundo o coletivo de juízes, estas ajudas implicaram o pagamento de mais de 3,3 mil milhões de euros em juros.