Exportações caem 3,8% e importações 4% em Agosto

As exportações de bens diminuíram 3,8% e as importações caíram 4,0% em Agosto face ao mesmo mês de 2018, penalizadas pela quebra no comércio de combustíveis e lubrificantes. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em Agosto as exportações aumentaram 0,6% e as importações cresceram 4,4% (-3,0% e +9,7%, respectivamente, em Julho de 2019). O défice da balança comercial de bens atingiu 1.638 milhões de euros, menos 78 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo foi negativo em 1.288 milhões de euros, deteriorando-se em 190 milhões de euros face a Agosto de 2018.

União Europeia retira Suíça da lista ‘cinzenta’ de paraísos fiscais

Os 28 Estados-membros da União europeia (UE) retiraram a Suíça da denominada lista ‘cinzenta’ de paraísos fiscais, considerando que o país cumpre todos os compromissos de cooperação tributária”. A Suíça aboliu os regimes fiscais preferenciais, mas ainda oferece às empresas incentivos fiscais importantes e taxas baixas. Isso continuará provavelmente a atrair empresas que procuram evitar pagar a justa parte do imposto. Além da Suíça, outros quatro países também saíram da lista ‘cinzenta’, designadamente a Albânia, a Costa Rica, as Maurícias e a Sérvia. Os emirados Árabes Unidos e as ilhas Marshall saíram, por outro lado, da lista negra dos paraísos fiscais, que agrupa os países e territórios considerados como “não cooperativos, ou seja, que não assumiram qualquer compromisso de boa conduta em matéria fiscal.

Portugal afasta-se dos países mais ricos da União Europeia

País está em 21º lugar no ranking europeu do rendimento médio anual dos cidadãos. O rendimento dos portugueses estagnou face à média dos países da União Europeia (UE) nos últimos 25 anos e está abaixo dos níveis de 1995, revela um estudo do Banco de Portugal. A análise da evolução do nível de rendimento per capita em Portugal face à média da UE mostra que o processo de convergência real da economia portuguesa não prosseguiu nos últimos 25 anos. Em 2018, o Luxemburgo e a Irlanda – devido às multinacionais aí sediadas – eram os países com os níveis de PIB per capita mais elevados, com rendimentos acima de 250% e 187%, respectivamente, da média europeia. Já 17 países estavam abaixo, incluindo Portugal, cujo nível de rendimento equivalia a 77% da média da UE.

Portugal trava queda da população activa à custa dos estrangeiros

População estrangeira é mais jovem, mais qualificada e com maior taxa de actividade. Incentivos fiscais, segurança e Brexit justificam nova vaga de imigrantes, sobretudo brasileiros, italianos e britânicos. Desde meados de 2018, a população activa estrangeira tem permitido sustentar a evolução da população activa em Portugal, indica o estudo, mesmo que o peso relativo seja pequeno. No primeiro semestre de 2019, os estrangeiros residentes em Portugal em idade activa ascendiam a 198 mil, correspondendo a 3% da população deste escalão etário. Já os estrangeiros activos eram 158 mil (3,2% da população activa em Portugal).

Portugal mantém 34.ª posição no “ranking” da competitividade

Portugal manteve-se no 34.º lugar do Ranking Mundial de Competitividade em 141 países analisados, atrás do Chile (33.º) e à frente da Eslovénia (35.º), com a pontuação do país a subir ligeiramente. Não houve qualquer país a ultrapassar Portugal, nem ultrapassámos qualquer outro. Assim, Portugal continua claramente nas 35 economias mais competitivas do mundo das 36 que constituíam os países em que a inovação era o factor de maior desenvolvimento.

Competitividade desceu em sete pilares

Apesar da manutenção na posição no “ranking”, a competitividade da economia portuguesa desceu em sete pilares, subiu em quatro e ficou inalterado num. A maior queda verificou-se no pilar do mercado laboral, com Portugal a descer 14 posições, seguido da estabilidade macroeconómica e mercado de bens que caem quatro posições face aos resultados da edição anterior. Pela positiva, o destaque é para a utilização de inovação e tecnologia, que subiu três posições. A lista do Ranking Mundial de Competitividade passou a ser liderada por Singapura (que no ano passado estava em 2.º lugar), com os EUA a ocupar a segunda posição.

Investimento captado através dos ‘vistos gold’ sobe 30% em Setembro para 48,5 milhões

Em Setembro, o investimento total proveniente de Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) ascendeu a 48.450.021,42 euros, uma subida de 29,7% face ao registado em igual mês de 2018 (37 milhões de euros). Do total do investimento captado em Setembro, 41 milhões de euros correspondem à compra de bens imóveis e os restantes 7,4 milhões de euros proveniente do requisito de transferência de capitais. No mês passado, foram atribuídos 75 vistos ‘gold’, dos quais 67 por via do requisito da aquisição de bens imóveis e oito por via da transferência de capitais. Nos primeiros nove meses do ano, o investimento captado totalizou 601,5 milhões de euros, mais 1% que um ano antes.

Encerramento Projecto EETUR

Encerramento Projecto EETUR

AUDITÓRIO CCDRAlgarve – Faro – 22 de Outubro de 2019

Realizou-se no dia 22 de Outubro no Auditório da CCDR Algarve em Faro o Evento de Encerramento do Projeto EETur, uma iniciativa que, no decorrer dos últimos dois anos procurou mobilizar o setor hoteleiro da região do Algarve para a Eficiência Energética e Energias Renováveis, com vista à promoção de uma maior competitividade e sustentabilidade do turismo do Algarve.
Este evento teve como principal objetivo fazer o balanço final do projeto, promovendo o diálogo com gestores de empreendimentos turísticos e todos os stakeholders sobre os desafios e oportunidades na implementação de medidas de eficiência energética no setor hoteleiro do Algarve.
No decorrer do evento, o ISQ teve a oportunidade apresentar os resultados e as várias atividades desenvolvidas no decorrer do projeto. Houve igualmente espaço para apresentação de boas práticas energéticas, oportunidades de financiamento para implementação de medidas de eficiência energética e uma perspetiva do turismo no Algarve.
Este projeto foi promovido pelo ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade com o apoio dos parceiros regionais, a AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, NERA (Associação Empresarial da Região do Algarve) e a ENERCOUTIM (Associação de Energia Solar de Alcoutim) e cofinanciada pelo Programa CRESC ALGARVE 2020 ao abrigo do Sistema de Incentivos às Ações Coletiva.

Consulte aqui o programa do evento

Espanha e Irlanda arrecadam impostos da Airbnb em Portugal

Tem dezenas de milhares de casas registadas por todo o país e factura milhões de euros por ano em Portugal. Mas a actividade da Airbnb em território português não rende nada aos cofres do Estado. A sede fiscal europeia da plataforma fica na Irlanda, que cobra uma taxa de IRC reduzida (12,5%). É para lá que vai a totalidade dos impostos relativos à gestão dos alojamentos. A Airbnb detém ainda outra empresa que presta serviços de marketing e publicidade a vários países, incluindo Portugal, com sede em Barcelona. Em Espanha, a empresa facturou 5,6 milhões de euros e pagou 86 mil euros de impostos, segundo o relatório anual de contas da Airbnb Marketing Services relativo a 2018. O documento revela que a agência de publicidade obteve lucros de 263 mil euros em 2018 mais 23% face ao ano anterior. Os 5,6 milhões de euros de receitas foram provenientes, na totalidade, de transacções realizadas com a sede da Airbnb na Irlanda.

Comissão Europeia ambiciona acordo no próximo ano

A Comissão Europeia tem estado na linha da frente na luta por uma distribuição mais justa das receitas das empresas pelos países onde estas operam, apesar de “sempre ter chutado a questão da fiscalidade para a OCDE”. Um porta-voz de Bruxelas sublinha que os responsáveis da Comissão estão “satisfeitos” por terem “despertado o debate internacional”. “A Comissão está preparada para apoiar os Estados-membros nos seus esforços para garantir uma resposta coordenada e significativa. É essencial que qualquer acordo global sobre a reforma tributária internacional das empresas sirva as necessidades particulares e a situação de cada Estado-membro e da União Europeia como um todo. Vamos continuar totalmente comprometidos com os nossos parceiros da OCDE para obter um acordo em 2020”.