Banca ainda tem €23 mil milhões em malparado.

Um resumo desta história pode fazer-se em algumas palavras: 23,8 mil milhões de euros depois, ainda há 23,4 mil milhões de euros por resolver. No final de Junho, eram 23,4 mil milhões de euros os activos considerados não produtivos, de acordo com dados do Banco de Portugal. O valor é praticamente idêntico aos 23,8 mil milhões de euros que, ao longo de 12 anos, o Estado português foi colocando nas instituições nacionais. Este é o crédito bruto considerado não produtivo, sem ter em conta as imparidades já constituídas pelos bancos que, na prática, serviram para reconhecer em antecipação as perdas futuras previstas. Com as imparidades, o montante baixa para 11,2 mil milhões de euros, ou 4% do crédito total. Assim, o rácio de cobertura de malparado por imparidades é de 52,2%.

SEF apanhou 773 patrões a usar imigrantes ilegais nas suas empresas

A fiscalização levanta a ponta do véu sobre o uso de mão-de-obra estrangeira ilegal. Os imigrantes queixam-se de que trabalham muito mais e recebem muito menos do que os portugueses. Não o denunciam por medo de represálias e de expulsão do país. Os sectores que mais recorrem a mão-de-obra ilegal são a agricultura, a hotelaria e a restauração. Em 2018, as acções de fiscalização que envolveram o SEF descobriram 434 empresas com imigrantes ilegais e, até o fim de Julho deste ano, mais 339. Quando assim acontece, as entidades patronais são obrigadas a demonstrar que esses trabalhadores estão em vias de legalização.

Portugal volta a presidir ao Comité de Turismo da OCDE

O Turismo de Portugal anunciou que foi reeleito para um terceiro mandato na presidência do Comité de Turismo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). O cargo é ocupado por Sérgio Guerreiro, director de Gestão do Conhecimento do Turismo de Portugal, que já liderava o Bureau, do qual fazem parte a Austrália, Canadá, Itália, Japão, Coreia do Sul, Suíça e a União Europeia. O Turismo de Portugal dá ainda nota de que o exemplo de Portugal foi também escolhido para case study do projeto ‘Preparing the tourism workforce for the digital future’, a divulgar pela OCDE em 2020.

Benefícios fiscais atingiram 2,4 mil milhões de euros em 2018

A Autoridade Tributária concedeu o ano passado benefícios fiscais no valor de 2,4 mil milhões de euros, menos 136 milhões de euros dos concedidos em 2017. Em contrapartida, o número de beneficiários aumentou cerca de 10 mil, atingindo o ano passado os 45 mil. Empresas, fundações e municípios contam-se entre os contribuintes a quem o Estado concede anualmente perdões ao nível de oito impostos. Tal como em anos anteriores, os benefícios fiscais ao nível do IRC atingiram o valor mais elevado do conjunto de impostos: 910,5 milhões de euros.

IVA da electricidade de viaturas eléctricas não pode ser deduzido, diz o fisco

A dedução do IVA dos carregamentos de electricidade para as viaturas eléctricas e híbridas, que passaram a ser pagos a partir de 01 de Novembro de 2018, são o motivo do esclarecimento a um empresário com viaturas eléctricas e/ou híbridas afectas a exploração, essenciais à realização de prestações de serviços sujeitas ao imposto. Quando a exploração de “viatura de turismo” constituir objecto da actividade empresarial do sujeito passivo, as respectivas despesas de aquisição, conservação e manutenção podem ser deduzidas, mas desde que conste do respectivo registo a indicação do exercício da actividade acessória de transporte de passageiros, e que a sua utilização em regime de exclusividade afaste, de forma inequívoca, uma eventual utilização particular (privada).

Portugueses compraram mais no Reino Unido. Franceses foram os que mais fizeram compras em Portugal

Em média, os portugueses gastaram 47 euros por cada compra realizada no estrangeiro. No total, portugueses gastaram 560 milhões em compras no estrangeiro durante o Verão, um novo recorde. Já em Portugal, estrangeiros gastaram mais de 1.400 milhões, 58 euros em cada compra. Os franceses foram os cidadãos estrangeiros que mais realizaram compras em Portugal nos meses de Julho e Agosto, 6,7 milhões de operações, num total de 330 milhões de euros. Já as compras feitas por portugueses no estrangeiro, o Reino Unido foi o destino favorito do dinheiro português: três milhões de compras no valor de 128 milhões de euros.

Governo espera que receita turística cresça 6% em 2019 para 17 mil milhões de euros

A receita turística deverá subir 6% até Dezembro para 17 mil milhões de euros e o número de hóspedes poderá ascender a 27 milhões, mais dois milhões do que em 2018. O sector do alojamento turístico registou 2,8 milhões de hóspedes e 8,2 milhões de dormidas em Julho, aumentos de 5,4% e 2,2%, respectivamente, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados em 16 de Setembro. Em termos acumulados de Janeiro a Julho de 2019, os hóspedes cresceram 7,2% para 14,95 milhões, enquanto as dormidas aumentaram 4,2% para 38,71 milhões. Já os proveitos totais aumentaram 6,2%, abaixo do aumento de 11,8% em Junho, atingindo 537,8 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (417,6 milhões de euros) cresceram 5,1%, também abaixo do aumento de 12,7% no mês anterior.

Compras em férias batem novos máximos

Estrangeiros gastam no País 1476 milhões no Verão. Portugueses também usaram mais o cartão: 7799 milhões. Os portugueses fizeram compras com cartões, entre Julho e Agosto, no valor de 7799 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal (BdP). Já os estrangeiros gastaram 1476 milhões em compras em Portugal, batendo novos máximos naqueles dois meses de Verão. Os pagamentos com cartão ascenderam a 9,2 mil milhões de euros entre Julho e Agosto, com os portugueses a gastarem mais 600 milhões de euros do que no mesmo período.

Portugal perde 11% da receita com IRC para paraísos fiscais

Estudo de duas universidades conclui que Portugal perdeu 630 milhões de euros em IRC para paraísos fiscais. A tendência é mundial, mas os países da União Europeia são os mais afectados. O País perdeu cerca de 630 milhões de euros em IRC, 11% da totalidade da receita arrecadada com este imposto, já que algumas empresas optaram por transferir os seus lucros para paraísos fiscais.

Governo declara 78 concelhos em seca severa extrema

Um despacho do Ministro da Agricultura veio declarar oficialmente a existência de uma situação de seca severa e extrema num conjunto de concelhos a sul do Tejo. Objectivo é flexibilizar obrigações impostas aos agricultores. Veja aqui quais os concelhos abrangidos. Em Beja, Évora e Faro todos os concelhos encontram-se oficialmente em seca severa extrema. O mesmo acontece em cerca de metade dos concelhos de Santarém e de Setúbal e numa boa parte dos que compõem o distrito de Portalegre. No distrito de Lisboa, Azambuja e Vila Franca de Xira também foram incluídos no lote.