Consultoras e turismo disparam na receita de IRC

Desde o ano anterior à troika (2010), os “serviços de consultoria técnica e científica” passaram do sexto para o quarto sector que mais contribuiu em imposto, valendo 488 milhões de euros em 2017 (133 milhões em 2010). As actividades ligadas ao turismo, o grande sector do momento, mais que duplicaram a sua contribuição fiscal. As actividades do alojamento e restauração, com um grande universo de pequenas e médias empresas (PME), passaram a valer 3,7% do imposto (em 2010 valiam 2%). Mas o peso na economia é maior: valia 7,5% do valor acrescentado bruto nacional em 2017. Já a “consultoria” vale um em cada cinco euros a mais arrecadados em IRC entre 2010 e 2017. Ou seja, 20% do aumento da receita veio deste sector.

Brexit sem acordo levará a escassez de combustível, comida e fármacos

Documentos oficiais divulgados pelo Sunday Times alertam que uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo vai implicar um período de escassez de combustível, alimentos e medicamentos e o caos nos portos britânicos. O novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu que o Reino Unido vai sair da UE a 31 de Outubro, com ou sem acordo.

Norte é a segunda região europeia mais apoiada pelos fundos comunitários

Só a Andaluzia recebeu mais fundos para convergir com a União Europeia do que o Norte de Portugal desde 1989. As contas são da Comissão Europeia, que regionalizou todos os pagamentos feitos entre 1989 e 2015. Entre as quase 280 regiões europeias em análise, a espanhola Andaluzia foi aquela que mais fundos comunitários recebeu da União Europeia (UE): cerca de €32 mil milhões, diz a Comissão Europeia, que soma, a preços correntes, os 27 anos em questão. No segundo lugar deste ranking europeu surge a região portuguesa do Norte, que beneficiou de quase €23 mil milhões de fundos comunitários entre 1989 e 2015.

Plataforma do malparado aprovou soluções para €768,7 milhões

Dificuldades condicionam resultados da entidade criada para gerir créditos em incumprimento da CGD, BCP e Novo Banco. 78% do montante alocado foi aprovado. Foi criada há quase dois anos para reestruturar créditos em incumprimento superiores a €5 milhões com uma condição: a viabilidade económica e financeira das empresas devedoras. E com uma particularidade: apresentar soluções para recuperar os créditos malparados comuns a três bancos que aderiram à plataforma em Setembro de 2017 (CGD, BCP e Novo Banco).

PIB cresceu mais de 8% durante a legislatura

A economia portuguesa cresceu a uma média de 2% ao ano durante esta legislatura. Contudo, grande parte desse crescimento serviu apenas para recuperar o que se perdeu durante a crise. O PIB só cresceu 1,6% face ao pré-crise. A economia portuguesa cresceu em torno de 8,4% entre 2015 e 2019, os quatro anos em que a geringonça governou Portugal. O número resulta da comparação entre o PIB do ano terminado no terceiro trimestre de 2015.

Fundo geral responde pelas caixas agrícolas

Os reembolsos de depósitos até 100 mil euros da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo e das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, caso ocorra alguma situação de indisponibilidade, passam a ser assegurados pelo Fundo [geral] de Garantia de Depósitos, a partir de 1 de Janeiro do próximo ano. Esta alteração decorre de uma nova lei que transferiu a vertente de garantia de depósitos do Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo para o fundo que responde pelas restantes instituições financeiras, dando assim origem um sistema nacional único para este fim.

Volume de negócios nos serviços cresce 3,7% em Junho

O índice de volume de negócios nos serviços registou uma aceleração de 3,1 pontos percentuais para uma taxa de variação homóloga, em Junho, de 3,7%. Segundo o INE, verificou-se um crescimento homólogo de 1,6% em Junho no índice de emprego nos serviços. Comparativamente ao mês anterior, o índice de remunerações aumentou 13,3% no mesmo mês. Em termos homólogos, o índice de remunerações efectivamente pagas apresentou um aumento homólogo de 3,4% (3,6% em Maio). Já o índice de volume de trabalho – que é medido pelo número de horas trabalhadas, ajustado dos efeitos de calendário – registou uma diminuição, em termos homólogos, de 2,7%.

Contribuintes pagaram ao Estado 3,7 milhões com cheques carecas

O Estado aceitou, entre Janeiro e Junho deste ano, mais de 3,7 milhões de euros em cheques que, afinal, estavam carecas. A chamada “má cobrança” até estava a descer, mas nos primeiros seis meses deste ano disparou, triplicando o valor face ao mesmo período do ano passado, quando o montante de cheques carecas foi de 1,2 milhões de euros. De acordo com a conta provisória, no primeiro semestre, o calote ao Estado disparou e a culpa é sobretudo de cheques sem cobertura para pagar impostos, em concreto os indirectos (IVA, IMI, IMT, IUC, ISP). Nesta categoria, foram considerados de má cobrança mais de três milhões de euros para os impostos indirectos e apenas 437 mil para os directos.

Cobranças de dívidas fiscais aumentaram

O Estado cobrou mais de 533,6 milhões de euros de dívidas que estavam em execução fiscal nos primeiros seis meses deste ano, ou seja, quando já terminou o período de liquidação voluntária do imposto em falta. É um aumento de 22% quando comparando com a primeira metade de 2018. Nesse período, foram cobrados 436,3 milhões de euros. Isto é, este ano entraram nos cofres públicos quase mais cem milhões (97,4 milhões de euros). Neste montante, ainda não está incluída a totalidade da receita, uma vez que apenas é considerado o subsector Estado. Falta contabilizar a receita cobrada de forma coerciva para as autarquias (como, por exemplo, o impostos municipal sobre imóveis) ou para a Segurança Social.

Impostos directos aumentam

É nos impostos directos que se regista o valor mais elevado de cobranças coercivas, representando quase metade do montante total arrecadado. Nesta categoria, incluem-se o IRS e o IRC. Foram cobrados 256,8 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento de quase 30% face à primeira metade do ano passado, quando entraram nos cofres públicos 198 milhões. A segunda maior fatia de cobranças coercivas diz respeito aos impostos indirectos, onde entram, por exemplo, o IVA, o IMI, o IUC ou o ISP. Esta categoria rendeu 135 milhões, uma subida mais modesta face a 2018 (11%) quando foram cobrados 121 milhões de euros. Mais expressiva foi a subida do valor cobrado em taxas, multas e outras penalidades. O valor subiu de 88,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 112,7 milhões este ano.