97% das empresas portuguesas pretende recorrer a fundos europeus nos próximos anos

Entre as áreas em que as empresas pretendem investir destacam-se as áreas de desenvolvimento e inovação (14,9%), investimento produtivo (14,6%) e digitalização (14,6%). A grande maioria das empresas portuguesas (97%) tem a intenção de fazer investimentos com recurso a fundos europeus nos próximos 2 a 3 anos. Esta é uma das conclusões do inquérito da FI Group, empresa gestora de programas de investimento públicos europeus e consultora na gestão da inovação, que envolveu 104 entidades de todo o país.

Avaliação bancária com novo recorde de 1272 euros por metro quadrado

O valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito à habitação, fixou-se nos 1272 euros por metro quadrado no mês de Novembro, um aumento de 1,7% face ao mês anterior. As maiores variações foram registadas no Centro e no Algarve (2,2% e 2,1% respetivamente). Diz ainda o gabinete de estatística do INE que, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 11,2%, com a variação mais intensa a ser registada na Área Metropolitana de Lisboa (11,1%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (0,5%).

Catástrofes naturais custaram 170 mil milhões à economia mundial

Estados Unidos, Alemanha, França e China foram os países que registaram prejuízos mais agravados por causa dos desastres climáticos deste ano. Estudo da Christian Aid estima, no entanto, que os impactos sejam superiores aos calculados. As dez catástrofes naturais mais danosas este ano resultaram em mais de 170 mil milhões de dólares (cerca de 150,26 mil milhões de euros) em prejuízos, sendo os Estados Unidos o país mais afetado. O furacão Ida, de nível quatro, que atacou, em agosto, o estado do Louisiana, nos Estados Unidos, foi considerado o evento climático mais desastroso.

Previsões apontam que economia mundial ultrapasse os 100 biliões de dólares em 2022

Os receios com a inflação continuam a dominar as agendas dos mercados e dos actores políticos a nível global, mas com a pandemia a impulsionar o produto interno bruto (PIB) das nações, o Center for Economics and Business Research (CEBR) aponta que a economia mundial atinja os 100 biliões (trillion) de dólares (88,3 biliões de euros) em 2022. O valor histórico dos 100 biliões de dólares era algo que os analistas já tinham antecipado, ainda que só para 2024. A pandemia de Covid-19, aliada à transição tecnológica que potenciou todo um conjunto de novos negócios e, até, novos produtos financeiros, como as criptomoedas ou os NFT’s, levou a que o CEBR divulgasse uma nova previsão.

Milionários e grandes empresas ficarão mais tempo cadastrados na lista de grandes contribuintes do Fisco

Cadastro da Unidade dos Grandes Contribuintes vigora por quatro anos, mas uma portaria agora publicada vem renovar automaticamente por outros quatro anos essa listagem e acrescenta-lhe entidades estrangeiras que sejam supervisionadas pelo Banco de Portugal. Os cidadãos com rendimentos anuais acima de 750 mil euros ou património superior a 5 milhões de euros e as empresas de maior dimensão do país, vão ter o seu registo na Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) automaticamente renovado por quatro anos, além dos quatro anos iniciais de cadastro nessa listagem do Fisco.

Tráfego aéreo cai 20% na Europa devido à variante Ómicron

A redução de 20% é uma estimativa preliminar da Airports Council International Europe baseada em dados de 40 aeroportos de 25 países europeus, e inclui tanto grandes instalações como pequenos aeródromos regionais. O tráfego aéreo de passageiros na Europa caiu 20% nas três semanas desde que a África do Sul informou a Organização Mundial de Saúde do aparecimento da variante Ómicron, segundo estimativas do Airports Council International Europe (ACI Europe). O fator de carga nos voos de e para os aeroportos europeus diminuiu de 66% na semana 46 do ano e para 54% na semana 49.

Investimento através dos vistos gold cai 6,8% em Novembro

Nesse mês foram concedidos 83 vistos gold, dos quais 64 por via da aquisição de bens imóveis (24 para reabilitação urbana) e 19 através do critério de transferência de capitais. A compra de bens imóveis somou um investimento de 36,9 milhões de euros, dos quais 8,5 milhões para a reabilitação urbana, enquanto a transferência de capitais arrecadou 9,7 milhões. Por países, em Novembro foram concedidos 20 vistos aos Estados Unidos, enquanto a China, que tem liderado, obteve 19. Ao Brasil foram concedidos 10, cinco à Turquia e outros cinco à Rússia. Nos primeiros 11 meses do ano foram atribuídos 781 vistos ‘dourados’, dos quais 55 em Janeiro, 100 em Fevereiro, 73 em Março, 98 em Abril, 52 em Maio, 67 em Junho, 41 em Julho, 64 em Agosto, 61 em Setembro, 87 em Outubro e 83 em Novembro. Neste período, o investimento captado por via deste instrumento totalizou 415 milhões, um recuo de cerca de 33% face aos 618,9 milhões registados nos primeiros 11 meses de 2020.

Lufthansa, Air France/KLM e Iberia/British Airways interessadas na TAP

A Comissão Europeia obrigou a TAP a ceder 18 slots em Lisboa, mas o governo recusa a ideia de estarmos perante uma ‘TAPzinha’. Há seis potenciais interessados em entrar no capital da TAP, três grupos de aviação europeus e três fundos. A alemã Lufthansa, os grupos que juntam a francesa Air France e a holandesa KLM, e a espanhola Iberia com a britânica British Airways já manifestaram interesse ao governo.

Défice comercial agrava-se 986 milhões de euros até outubro

Até Outubro, a economia portuguesa já acumulou um défice comercial de quase 3,6 mil milhões de euros, mais 986 milhões do que o verificado no mesmo período de 2020 e longe do excedente de cerca de dois mil milhões do pré-pandemia. Os dados foram publicados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal e mostram como a recuperação da balança de serviços não está a ser suficiente para compensar a degradação do resultado das trocas de bens. Nos primeiros dez meses do ano, a balança de bens acumulou um défice de 11.851 milhões de euros. Só em Outubro, as contas pioraram 905 milhões de euros face ao mesmo mês de 2020, conforme assinala o Banco de Portugal, na nota de informação estatística publicada esta manhã.

Ryanair espera prejuízo de até 450 milhões de euros devido à ómicron

A companhia aérea refere que a nova previsão resulta de uma redução acentuada nas reservas para a época festiva de Natal e Ano Novo. ‘A variante ómicron da covid-19 e as recentes restrições de viagens na Europa enfraqueceram significativamente as nossas reservas’, explica a transportadora. Esta desaceleração repentina levou a Ryanair a cortar a sua capacidade de transporte planeada em 33%, em Janeiro. A proibição de viagens a passageiros não essenciais do Reino Unido para França e Alemanha e a suspensão de todos os voos da União Europeia (UE) de e para Marrocos reduziram as expectativas de tráfego para dezembro pela Ryanair, de uma faixa de 10 a 11 milhões de viajantes para entre 9 e 9,5 milhões.