Quase metade da economia portuguesa já regressou a níveis pré-covid

Valor acrescentado da construção está 12% acima do nível pré-pandemia até final de Setembro. No extremo oposto, aparece o ramo ‘comércio e reparação de veículos; alojamento e restauração’, que está 14% abaixo. Quase metade da economia portuguesa já conseguiu regressar aos níveis pré-pandemia (medidos a preços correntes ou a preços constantes), mas, ainda assim, a economia como um todo continuava abaixo desse ponto de viragem no final do 3.º trimestre deste ano porque atividades com grande peso no PIB ou produto interno bruto (como comércio, alojamento, restauração e transportes, por exemplo) continuam bastante abaixo do par.

Recuperação económica mundial perdeu ímpeto, diz OCDE

A recuperação mundial continua a progredir, mas perdeu ímpeto e está a tornar-se cada vez mais desequilibrada. Partes da economia mundial estão a recuperar rapidamente, mas outras estão em risco de ficar para trás, alertou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) nas suas previsões económicas. Os riscos estão situados “particularmente nos países de baixos rendimentos, onde as taxas de vacinação são baixas, e em empresas e trabalhadores em setores de contactos intensivos, onde a procura ainda está por recuperar totalmente. Quanto à inflação, esta “poderá surpreender em termos ascendentes”, forçando os maiores bancos centrais a “apertar a política monetária mais cedo e numa extensão maior que o projetado”.

Exportações e importações voltam a descer

As exportações, por exemplo, estão a crescer agora quatro vezes menos do que no trimestre anterior: o INE estima um aumento homólogo de 10,2% (tinha sido 39,8% no 2.º trimestre). As importações idem, mas como o avanço das compras ao exterior foi de 11% (superior aos das exportações), o sector externo (procura externa líquida) continuou a penalizar a dinâmica da economia portuguesa. O INE diz que é, sobretudo, por causa da explosão nos preços da energia (a qual Portugal importa passivamente, sobretudo petróleo e gás).

Alojamento e restauração abaixo da recuperação económica

O ramo de atividade ‘comércio e reparação de veículos; alojamento e restauração, que está 14% aquém do que era há dois anos, nesta altura do ano. Este grupo de atividades representa cerca de 15% da economia, segundo os dados do INE. O conjunto ‘transportes e armazenagem; atividades de informação e comunicação’ está mais de 9% abaixo. O trio ‘energia, água e saneamento’ está 2,6% abaixo. À indústria transformadora falta-lhe recuperar 1,5%. O consumo público avançou 3,7% no 3.º trimestre face a igual período de 2020, ritmo bastante inferior aos 9,8% do 2.º trimestre. Foi o agregado da procura menos enérgico.

OCDE contra aumento rápido do salário mínimo e reversão de reformas laborais

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) manifestou-se contra um aumento rápido do salário mínimo em Portugal, considerando também ‘importante evitar reverter reformas do mercado de trabalho’, pois isso poderia ‘comprometer uma recuperação sustentável’. ‘O Governo deveria também evitar aumentar abruptamente os custos do despedimento, o que desencorajaria a criação de empregos, e aumentar o salário mínimo rapidamente, o que reduziria as oportunidades, em particular, para os trabalhadores pouco qualificados’ pode ler-se nas previsões económicas da OCDE.

Crédito em moratória cai 15,9 mil milhões

Montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 3,2 mil milhões de euros no final de Outubro. No final de Outubro, o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 3,2 mil milhões de euros, menos 15,9 mil milhões do que em Setembro, avançou o Banco de Portugal. Esta descida reflecte as reduções de 10,7 mil milhões de euros nos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras e de 5 mil milhões de euros nos empréstimos a particulares. O BdP diz ainda que “as reduções verificadas em Setembro e Outubro são justificadas pelo término da moratória pública a 30 de Setembro.

Ryanair acha que a TAP deve livbertar sllts no Aeroporto de Lisboa

A Ryanair considera que a TAP deve libertar mais de duas centenas de slots – faixas horárias que permitem a descolagem e aterragem de aviões – no aeroporto de Lisboa, permitindo assim uma maior concorrência. O responsável acusou a transportadora portuguesa de bloquear estas faixas horárias, procedendo apenas ao cancelamento dos voos com duas a três semanas de antecedência, impedindo outras companhias de as usarem. No mesmo período deste ano, a TAP teve 1019 slots, o que representa um corte de 30%. ‘O Governo tem de forçar a TAP a libertar slots não utilizados em Lisboa’, reiterou.

Ryanair lança 17 novas rotas a partir de Portugal

A companhia aérea ​​​​​​​low-cost anunciou a programação para o próximo verão, passando a ter um total de 170 rotas a partir de Portugal. A partir de Faro vai acrescentar uma rota para o Luxemburgo e do Porto terá mais três ligações: Billund, Madeira e Verona. E da Madeira para a ter rotas para: Bruxelas, Dublin, Lisboa, Londres, Manchester, Marselha, Milão, Nuremberga, Paris e Porto. ‘Com tarifas a partir de apenas 29,99 euros, os cidadãos portugueses e outros visitantes poderão viajar para destinos como Billund, Dublin e Veneza, e desfrutar de uma merecida pausa em 2022.

Empresas. ‘Aumento do PIB só com alívio da carga fiscal’

Oito em cada dez empresários portugueses apontam o alívio da carga fiscal como a acção prioritária para alcançar o aumento do PIB. De acordo com os resultados do Barómetro Kaizen, que inquiriu mais de 200 gestores de médias e grandes empresas que atuam no mercado português (e que no seu conjunto representam mais de 35% do PIB nacional), a maioria (73%) concorda que o objetivo de redução da dívida pública não será cumprido até 2022. Ainda assim, para 57% dos gestores, a diminuição da dívida pública é considerada uma ação prioritária para alcançar o aumento do PIB e alavancar o crescimento. No contexto da transição digital, 41% dos gestores revela também que avançou para a digitalização das suas operações, sem antes proceder à otimização dos seus processos e definir uma estratégia transversal à organização.

Governo quer duplicar lojas Espaço Cidadão

O Governo vai destinar 20 milhões de euros dos fundos do Portugal 2030 para ficar com mais de 1400 mini lojas do cidadão, em menos de dez anos. Depois de um ano e meio de pandemia, as Lojas de Cidadão retomaram este mês o atendimento presencial sem a necessidade de marcação prévia. O objetivo é promover a coesão territorial e garantir acesso a serviços essenciais e, para isso, o Executivo pretende duplicar os Espaço Cidadão que já existem, passando de 717 para mais de 1400, até 2030. Nestes locais ficarão, assim, congregados 13 entidades e 52 serviços onde será possível, entre outros, renovar o cartão de cidadão, apresentar despesas comparticipadas pela ADSE ou, durante a pandemia, agendar a vacina contra a covid-19 ou emitir o certificado digital.