2 Jul 2020 | Destaques
Nações Unidas falam em quebra dramática devido à pandemia. Investimento internacional cai para níveis de 2005. O investimento directo estrangeiro deverá cair 40% neste ano para valores não vistos desde 2005, de acordo com o relatório anual da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). O relatório da ONU destaca que, entre as cinco mil maiores multinacionais, a grande maioria reviu já em baixa as expectativas de resultados, prevendo-se, em média, quebras de 35% para os negócios com maior investimento internacional. E a recuperação está longe de ser dada como certa.
1 Jul 2020 | Destaques
Mercado de trabalho foi severamente atingido, especialmente os trabalhadores com salários mais baixos e os semiqualificados que não têm como opção o teletrabalho, observa o FMI. Depois de o Banco de Portugal e o Banco Central Europeu (BCE) terem visado directamente Portugal, ontem foi a vez de o Fundo Monetário Internacional (FMI) hastear a bandeira vermelha: Países altamente dependentes de sectores como turismo, alojamento e viagens deverão sofrer impactos profundos na actividade e por um período prolongado de tempo. Agora, num grupo de 30 países grandes que representam mais de 83% da economia global, apenas dois não caem em recessão neste ano (China e Egipto, com expansões ligeiras de 1% e 2%, respectivamente).
1 Jul 2020 | Destaques
Banco de Portugal diz que moratórias são alívio, mas que se nada mais for feito há o risco. A pandemia parou a actividade económica. Retoma será em ambiente de crise. Se as medidas do Governo forem mal delineadas ou curtas no tempo, o Estado arrisca-se a ter de voltar a salvar bancos. O aviso é deixado pelo Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira. Caso as medidas de apoio governamental ao sector privado não financeiro não sejam de dimensão adequada e suficiente face à duração e magnitude da crise pandémica ou sejam retiradas de forma extemporânea, a banca voltará a entrar em dificuldades.
30 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
São cada vez mais as empresas que optam pelo lay-off convencional do Código do Trabalho, e não o regime simplificado. Em Maio, foram mais de 44 mil os trabalhadores abrangidos pelo mecanismo que permite manter contratos suspensos e salários reduzidos a dois terços, no limite, por até um ano e meio. Os dados elevam assim para 894 118 os trabalhadores com horários reduzidos e contratos suspensos, 849 715 dos quais no regime simplificado. Se preencherem requisitos, as empresas que esgotem o lay-off simplificado vão poder transitar sem entraves para o mecanismo convencional.
30 Jun 2020 | Destaques, Turismo
Ryanair considera que o mecanismo de apoio mais justo seria o de “suspender, reduzir ou adiar os impostos na aviação e as taxas de aeroporto e de controlo aéreo, beneficiando assim todas as companhias áreas na proporção do seu contributo para a conectividade aérea na Europa. O dinheiro que o Estado pretende a injectar na TAP seria melhor distribuído através das várias companhias aéreas que operam em Portugal em proporção do seu contributo para a conectividade do país. Operações de salvamento massivas, compostas por muitos milhares de milhões de euros, a um punhado de companhias aéreas nacionais, são regressivos, injustos e ilegais numa crise que afectou tudo e todos.
29 Jun 2020 | Destaques
Justiça vai agora analisar os pressupostos da providência cautelar interposta pela Associação Comercial do Porto (ACL) mas os efeitos suspensivos são imediatos, impedindo que o Estado avance para já com os 1,2 mil milhões aprovados para ajudar a companhia aérea nacional. Ajuda fica assim adiada até à decisão judicial final. Os fundamentos jurídicos da providência cautelar assentam em três argumentos: “o desrespeito pelo princípio do equilíbrio territorial, uma vez que o plano de voos da TAP concentra 96% dos voos internacionais no aeroporto de Lisboa, marginalizando o aeroporto do Porto e ignorando os demais”; “a defesa do princípio da transparência, uma vez que, se a TAP é uma empresa privada, deve viver dos seus próprios recursos” e a “promoção do princípio da racionalidade, pois se a TAP passa a ser uma companhia pública, ou o Estado nela coloca fundos avultados, onerando os contribuintes activos e as gerações vindouras, então a esse contributo nacional deve corresponder um serviço de dimensão nacional.
29 Jun 2020 | Destaques
Os trabalhadores não qualificados foram o que mais contribuíram para a subida. A região do Algarve registou o maior aumento homólogo acima de 200%. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Maio disparou 34% face ao mesmo mês do ano passado, o que representa em termos homólogos mais de 103 mil pessoas, de acordo com o Instituo de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No fim do mês de Maio de 2020, estavam registados, nos serviços de emprego do Continente e Regiões Autónomas, 408 934 indivíduos desempregados.
28 Jun 2020 | Destaques
Entre Março e Abril deste ano, o endividamento da economia portuguesa subiu 11,3 mil milhões de euros para um novo máximo histórico. O endividamento da economia portuguesa – que engloba empresas, famílias e Estado – subiu 11,3 mil milhões de euros entre Março e Abril deste ano para os 736,3 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo histórico, segundo os dados revelados pelo Banco de Portugal.
28 Jun 2020 | Destaques
O número de trabalhadores abrangidos nos primeiros 15 dias do mês é o mais alto desde o início da pandemia. Há menos processos, mas muito mais trabalhadores abrangidos. Depois do abrandamento ao longo do mês de Maio, os processos de despedimento colectivo voltam a acelerar. Os dados publicados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho confirmam esse aumento exponencial.
27 Jun 2020 | Covid-19, Destaques, Fiscalidade
As empresas que criem empregos novos durante o período de apoio à retoma terão isenção da TSU durante seis meses. Foi regulado o instrumento que é um incentivo extraordinário às empresas que deixem de estar em lay-off simplificado para reforçar a liquidez das empresas e que constitui uma opção entre dois mecanismos possíveis: entre ter um apoio financeiro de um salário mínimo por cada trabalhador em lay-off ou dois salários mínimos por trabalhador, tendo como contrapartida a necessidade de manutenção do nível de emprego da empresa durante a aplicação desta medida. Assim há um apoio “one-off” (para usar apenas uma vez) no valor de salário mínimo por posto de trabalho que tenha estado em lay-off ao abrigo do regime simplificado. Em alternativa, terá o apoio ao longo de seis meses, no valor de dois salários mínimos nacionais por trabalhador (pagos em duas ou três tranches ao longo de seis meses), e com a redução de 50% de contribuições para a Segurança Social nos primeiros três meses. As empresas que optem por este segundo mecanismo, podem ainda ter a isenção total da TSU caso criem novo emprego durante o período do apoio extraordinário.