Impostos reduzem défice orçamental para 445 milhões de euros

Resultado é conseguido, fundamentalmente, pelo aumento da receita fiscal (6,5%). A diferença entre as receitas e despesas do Estado português cifrou-se em Julho num défice de 445 milhões de euros. Uma melhoria de 2 239 milhões de euros face a 2018. Este resultado é conseguido, fundamentalmente, pelo aumento da receita fiscal (6,5%). Também as contribuições para a Segurança Social subiram 8,7% até Julho. Recorde-se que o governo previu para o final de 2019 um défice de 0,2% do Produto Interno Bruto.

Inflação na zona euro recuou para 1% em Julho

A taxa de inflação da Zona Euro fixou-se em 1% em Julho, abaixo dos 1,3% de Junho, de acordo com o Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia. O resultado do mês passado teve Portugal como a única economia em que o índice de preços ao consumidor teve variação negativa. As taxas de inflação mais altas foram registadas na Letónia e Eslováquia (3%), Hungria (3,3%) e Roménia (4,1%). No conjunto da União Europeia, a taxa de inflação em Julho fixou-se em 1,4%, abaixo dos 1,6% registados em Junho.

Inflação em Portugal fixada no negativo, abaixo da média europeia

Portugal apresentou a taxa de inflação mais baixa na zona euro e da União Europeia e, A inflação da zona euro no mês de Julho situou-se em 1%, apresentando uma queda desde o mês de Junho, quando se fixou em 1,3%, revela o Eurostat. Na União Europeia, a inflação fixou-se em 1,4% em Julho, caindo desde os 1,6% verificado em Junho. Portugal apresentou a taxa de inflação mais baixa na zona euro e da União Europeia e, simultaneamente, a única no negativo. A taxa de -0,7% foi ainda a mais reduzida dos últimos dois anos. A taxa em Portugal cai de 0,7% do mês passado e de 2,2% de Julho de 2018.

Cobranças de dívidas fiscais aumentaram

O Estado cobrou mais de 533,6 milhões de euros de dívidas que estavam em execução fiscal nos primeiros seis meses deste ano, ou seja, quando já terminou o período de liquidação voluntária do imposto em falta. É um aumento de 22% quando comparando com a primeira metade de 2018. Nesse período, foram cobrados 436,3 milhões de euros. Isto é, este ano entraram nos cofres públicos quase mais cem milhões (97,4 milhões de euros). Neste montante, ainda não está incluída a totalidade da receita, uma vez que apenas é considerado o subsector Estado. Falta contabilizar a receita cobrada de forma coerciva para as autarquias (como, por exemplo, o impostos municipal sobre imóveis) ou para a Segurança Social.

Impostos directos aumentam

É nos impostos directos que se regista o valor mais elevado de cobranças coercivas, representando quase metade do montante total arrecadado. Nesta categoria, incluem-se o IRS e o IRC. Foram cobrados 256,8 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento de quase 30% face à primeira metade do ano passado, quando entraram nos cofres públicos 198 milhões. A segunda maior fatia de cobranças coercivas diz respeito aos impostos indirectos, onde entram, por exemplo, o IVA, o IMI, o IUC ou o ISP. Esta categoria rendeu 135 milhões, uma subida mais modesta face a 2018 (11%) quando foram cobrados 121 milhões de euros. Mais expressiva foi a subida do valor cobrado em taxas, multas e outras penalidades. O valor subiu de 88,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 112,7 milhões este ano.

Prémio de 1,5 milhões na caça às dividas

Fundo de recompensa recebe 10% da taxa de justiça dos processos por dívida à Segurança Social. O fundo que vai distribuir prémios de desempenho aos trabalhadores da Segurança Social ligados à cobrança de dívidas recebe este ano, o primeiro da sua existência, mais de 1,5 milhões de euros. O regime de prémios é semelhante ao que existe na Autoridade Tributária e envolve o pagamento, enquanto recompensa, de valores mensais que podem oscilar entre 340 e 500 euros. O pagamento destes montantes é feito trimestralmente.