Restaurantes, hotéis e saldos explicam primeira queda da taxa de inflação desde 2015

A taxa de inflação teve um valor negativo de 0,3% em Julho comparativamente com o período homólogo. A quebra homóloga nos preços nos restaurantes e hotéis justificam a descida dos preços no consumidor. A taxa de inflação foi de -0,32% em Julho quando comparado com o mesmo período do ano passado. Esta descida deve-se sobretudo à quebra dos preços praticados pela classe de restaurantes e hotéis, que em Julho recuou 1,47% face ao mesmo mês de 2018. A taxa de inflação no subgrupo de hotéis, motéis, pousadas e serviços de alojamento similares apresentou uma variação homóloga de -0,1%, uma descida expressiva (de 7 pontos percentuais) em relação a Junho.

Fisco deixa escapar mil milhões de euros

Um quarto do valor total da dívida em processos de execução fiscal suspensos por processos de insolvência ou de revitalização poderá ter prescrito. Em causa está qualquer coisa como 1090 milhões de uma dívida total de 4451 milhões. IGF quer que o Fisco “uniformize procedimentos”, que elabore um plano de acção que “assegure um maior controlo da dívida cobrável”, e que “aperfeiçoe os sistemas informáticos”, com automatismos que identifiquem a dívida que ainda pode ser reclamada. Taxa de recuperação do Fisco é de 25%, mas não vai além dos 5% no caso dos credores comuns.

Fisco lança mega-operação a milhares de restaurantes, padarias, bares e cafés

A operação “Ementa turística” centra-se nas áreas de maior concentração de restauração, como os centros históricos, as zonas da baixa das cidades e zonas balneares, numa altura em que estão mais turistas em Portugal e que muitos portugueses estão também de férias. Em causa está a correcta aplicação do IVA, da fuga ao fisco e da utilização de software certificado. A AT pretende também recolher no terreno dados que permitam conhecer a dimensão e o modo de funcionamento da actividade desenvolvida pelo estabelecimento em causa, para “permitir uma monitorização subsequente e uma eficaz análise de risco para selecção para inspecção.

Cada português paga 4310 euros em impostos

Cada português pagou, em média, 4310 euros em impostos no ano passado. O valor é o mais elevado desde 1972, primeiro ano de registos. Cada português pagou 1919,70 euros em impostos directos, como o IRS, e outros 2390 euros em impostos indirectos, como o IVA. No ano passado, o Estado arrecadou 44,3 mil milhões de euros em impostos, também o valor mais alto desde que há memória estatística. O imposto que mais contribuiu para encher os cofres do Estado foi o IVA, que valeu quase 16,7 mil milhões de euros. Já o IRS vale outros quase 12,9 mil milhões. Foi em 2017, com o actual Governo, que o valor médio de impostos pago por cada português ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos quatro mil euros.

Carga fiscal em máximos de 1995

Os dados económicos apontam, no entanto, para uma subida significativa dos impostos cobrados aos portugueses ao longo dos quatro anos de governação socialista, tendo a carga fiscal superado valores do tempo da troika. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em Março, indicam que a carga fiscal aumentou em 2018 para 35,4% do PIB. Este é o valor mais alto desde pelo menos 1995, o início da série disponibilizada pelo INE. O Governo prevê, no Programa de Estabilidade 2019-2023, uma redução da carga fiscal para 35,1% do PIB ainda este ano. A percentagem deve manter-se em 2020, e nos dois anos seguintes, deverá cair para 35%.

Estado arrecadou mais de 20 mil milhões de euros em impostos

A síntese de execução orçamental mostra que, no primeiro semestre deste ano, o Estado arrecadou mais 1.420,7 milhões de euros em impostos do que em igual período do ano anterior. Ao todo, nos primeiros seis meses do ano, o Estado arrecadou 20.118,5 milhões de euros de receita fiscal, o que representa um aumento de 7,6%. Os impostos directos registaram uma subida homóloga de 3,9%, refere a DGO. Este valor é explicado pelo acréscimo de 4,7% do IRC e de 3,7% do IRS, numa atura em que o reembolso de IRS relativo a 2018 já estabilizou. No final de Junho, o valor do reembolso do IRS totalizava 2.588 milhões de euros, o que representa um aumento de 117,4 milhões de euros face ao período homólogo.