Governo pagou dívida com dívida

Portugal passou o último cheque de um empréstimo de 28 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O valor remanescente de 4,7 mil milhões de euros coloca um fim ao processo de avaliação pós-troika da instituição norte-americana e permite uma poupança de 100 milhões de euros. O pagamento antecipado permite uma poupança e é financiado por títulos com maturidade mais longa”. Com efeito, o FMI estava a cobrar um juro de 4,3% a Portugal, muito mais elevado do que aquele a que o país se tem financiado nos mercados internacionais que, em média, é pouco acima de 1%.

Exportações sobem em Outubro, mas importações também

As exportações portuguesas de bens aumentaram 5,9%, já as importações progrediram 5,3% em Outubro face a igual período do ano passado. Este aumento representa uma evolução de 1% e 0,4%, respectivamente e pelo segundo mês consecutivo em as exportações aumentaram mais do que as importações, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Ainda assim, o défice da balança comercial de bens agravou-se em 54 milhões de euros face ao mesmo mês de 2017, para 1593 milhões de euros. Mas excluindo os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 1100 milhões de euros, correspondente a um aumento do défice de 39 milhões de euros em relação a Outubro do ano passado.

Venda de malparado em Portugal deve atingir os 3,5 mil milhões este ano

Um estudo da Prime Yield antecipa que a venda de crédito malparado vai acelerar em 2018 e 2019, beneficiando da maturidade do mercado espanhol. A expectativa da Prime Yield é que as vendas de NPL em Portugal cresçam a um ritmo médio de 15% a 20% entre 2018 e 2019, ao longo dos quais poderão ser transaccionados entre 6,5 a 7 mil milhões de euros. O stock de NPL em Portugal é de 32,5 mil milhões de euros, o que se traduz num rácio de 11,7% face ao total do crédito. Este peso coloca Portugal com o terceiro maior fardo de crédito malparado na União Europeia.

Fundos de investimento perdem isenção de IMT

O Parlamento aprovou um conjunto de normas para garantir que os fundos de investimento imobiliário (FII) perdem a isenção do imposto municipal sobre transmissões (IMT) e passam a pagar imposto de cada vez que compram um prédio para as suas carteiras. O OE 2019 propõe a revogação dos artigos 1º e 8º do decreto-lei 1/87 (pelo caminho revoga também uma isenção de imposto do selo), bem como o artigo 20.º do decreto-Lei 423/83 e o artigo 4.º do decreto-Lei 20/86. A norma não tem efeitos interpretativos, pelo que os FII continuarão a poder pedir a devolução do IMT pago até ao final deste ano, mas, de 2019 em diante, deixarão de poder invocar este argumento.

Conselho Europeu aprova Brexit após reunião de 38 minutos

Está consumado um dos passos determinantes para que o Reino Unido saia da União Europeia no próximo dia 29 de Março, de 2019, exactamente às 23 horas (hora de Londres). Sai do Conselho Europeu, ainda, uma declaração política que perspectiva as futuras relações entre a União e o Reino Unido, especialmente em matérias de segurança e relações comerciais. O Conselho Europeu endossa o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia […]. Nessa premissa, o Conselho Europeu convida a Comissão, o Parlamento Europeu, e o Conselho a empreenderem os passos necessários para assegurar que o acordo entra em vigor a 30 de Março de 2019, para garantir uma saída ordenada.

Governo tem dívida de 146 mil milhões para pagar até 2025

O Governo tem para pagar, nos próximos sete anos, uma dívida pública superior a 146 mil milhões de euros. Deste valor, segundo o último relatório da UTAO – Unidade Técnica de Apoio Orçamental sobre o acompanhamento do financiamento da Economia e da dívida pública, 90,4 mil milhões de euros são títulos de médio e longo prazo e 56,3 mil milhões de euros são relativos a empréstimos do PAEF – Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, de 2011 a 2014. Dado o elevado valor da dívida pública a pagar, a UTAO admite que “os picos de amortização poderão ser eventualmente atenuados e as amortizações alisadas ao longo do futuro se as condições do mercado forem propícias”.