3 Set 2019 | Destaques
As
depreciações dos imóveis e os juros dos empréstimos contraídos para os adquirir
não podem ser deduzidos aos rendimentos prediais, esclarece a Autoridade
Tributária e Aduaneira numa informação vinculativa publicada hoje no Portal das
Finanças. A dúvida fiscal foi colocada por uma Instituição Particular de
Solidariedade Social (IPSS) que queria assegurar-se da possibilidade de, na
determinação dos seus rendimentos prediais, serem considerados os valores
relativos às depreciações dos imóveis, dos seguros e os juros pagos nos
empréstimos destinados à aquisição dos imóveis que estavam na origem dos mesmos
rendimentos.
3 Set 2019 | Destaques
A
receita com cobrança coerciva superou a barreira dos 500 milhões pela primeira
vez no primeiro semestre. O Estado cobrou cerca de 552 milhões de euros em
dívidas que estavam em processo de execução no primeiro semestre deste ano,
mais 26% (116 milhões) do que nos mesmos três meses de 2018.
2 Set 2019 | Destaques
Um
conjunto de empresas que abriram actividade no último ano vai ser inspeccionado
pelo Fisco nos próximos dias. Ao contrário de acções passadas, o objectivo é
responder às dúvidas do contribuinte e, pelo caminho, detectar potenciais
“fraudes de carrossel do IVA”. O Fisco vai fazer nos próximos dias um conjunto
de inspecções tributárias a empresas espalhadas pelo país e que abriram actividade
no último ano.
2 Set 2019 | Destaques
Depois
de uma queda vincada no mês de Julho, o indicador do clima de negócios na zona
euro registou uma subida acentuada em Agosto. De acordo com os dados hoje
publicados pela Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da
Comissão Europeia, em Agosto o indicador subiu 0,22 pontos, voltando a terreno
positivo (+0,11 pontos), depois de em Julho ter caído 0,28 pontos, para os
-0,11. Esta recuperação deve-se sobretudo à melhoria acentuada da avaliação dos
empresários em relação ao histórico de produções e às carteiras de encomendas e
de exportações, apontam os serviços do executivo comunitário, que apenas
divulgam dados para a zona euro deste indicador.
1 Set 2019 | Destaques
A
União Europeia apresenta, em média, uma dependência petrolífera de 87%, mas em
Portugal esse indicador é mais elevado, chegando aos 100%, de acordo dados do Eurostat.
Portugal ocupava no final de 2017 a sexta posição entre os países da União
Europeia no que respeita à dependência da importação de petróleo. A lista é
liderada pela Estónia, e tem o Reino Unido e a Dinamarca na outra ponta, como
os países menos dependentes de importações petrolíferas. Portugal apresentava
em 2017 um nível de dependência de 100%, enquanto a Estónia registava 115%. O
topo da lista inclui ainda Malta (104% de dependência), Eslovénia (103%),
Bulgária (102%) e Chipre (101%).
1 Set 2019 | Destaques
Em
Agosto, o sentimento económico progrediu na zona euro 0,4 pontos para os 103,1
pontos, depois de no mês anterior ter recuado 0,6 pontos, enquanto no conjunto
dos 28 Estados-membros do espaço comunitário voltou a recuar, tal como nos
meses anteriores, agora 0,6 pontos, para os 101,4 pontos. A Direcção-Geral dos
Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia aponta que o novo recuo
do sentimento económico no conjunto da União deveu-se sobretudo “à forte
deterioração do sentimento na maior economia fora da área do euro, o Reino
Unido”, onde se registou uma queda de 1,8 pontos.
31 Ago 2019 | Destaques
As empresas portuguesas de prestação de serviços (business services) são as piores pagadoras, com um prazo médio de liquidação que chega aos 120 dias, ou seja, cerca de quatro meses. Os dados são do estudo Payment Behaviour 2018, da seguradora de créditos Euler Hermes. O prazo médio de pagamento das empresas em Portugal é de 73 dias, um dos mais elevados da União Europeia, e bem acima dos 60 dias estabelecidos na lei. Pior do que Portugal só a Espanha com 78 dias, a Itália com 86 e a Grécia com 90 dias. Mas o pior pagador em todo o mundo é mesmo a China, com um prazo médio de 92 dias. A Nova Zelândia, com os seus 47 dias, está no topo da tabela dos melhores pagadores, seguido pela África do Sul e pela Áustria.
31 Ago 2019 | Destaques
O valor acumulado do FEFSS reportado no final do
ano de 2018 ascendia a 17.378,5 milhões de euros, sendo este montante
suficiente para satisfazer compromissos de 15,65 meses em despesa com pensões
do sistema previdencial de repartição. E para manter a taxa de cobertura das
despesas este ano, o valor do FEFSS terá de ascender a mais de 18,3 mil milhões
de euros, montante que já terá sido atingido no final do primeiro semestre. Entre
2010 e 2018, o valor do FEFSS valorizou 80,3%, sendo que, há oito anos, valia
apenas 9,6 mil milhões de euros.
30 Ago 2019 | Destaques
A
Fosun, maior accionista do BCP e dona da seguradora Fidelidade, vai ficar com
uma participação de 75% após a reestruturação da Thomas Cook, o mais antigo
operador turístico do Reino Unido, que receberá do accionista chinês uma injecção
de capital de 450 milhões de libras, ou 497 milhões de euros ao câmbio actual.
O acordo de recapitalização permitirá ainda à Fosun passar a deter 25% da
companhia de aviação do grupo britânico. Actualmente a Fosun detém cerca de 18%
do grupo Thomas Cook. Em 2018, a Thomas Cook facturou o equivalente a 10,6 mil
milhões de euros. Tem cerca de 22 milhões de clientes por ano e soma 21 mil
trabalhadores.
30 Ago 2019 | Destaques
O
número de insolvências mundiais deverá aumentar pela primeira vez em dez anos.
A previsão é da Crédito y Caución, uma das marcas líderes em seguro de crédito
interno e de exportação em Portugal. Segundo o estudo agora revelado, a empresa
prevê que as insolvências empresariais cresçam 2,8% a nível mundial em 2019,
oito décimos acima das previsões realizadas há três meses. “A revisão em alta
deve-se principalmente a uma evolução das insolvências na América do Norte,
pior do que o esperado, que deve agora ultrapassar a taxa de crescimento
esperada para a Europa ocidental. Também se prevê que a região da Ásia-Pacífico
registe um aumento sustentado”, refere o relatório, citado pela Crédito y
Caución. Em Portugal, o relatório também prevê uma diminuição de 6% nos níveis
de insolvência.