Emigrantes na Suíça mandaram mais dinheiro do que os “franceses” em 2020

As remessas dos emigrantes caíram 1,3% no ano passado. Apesar da crise provocada pela pandemia, os estrangeiros a viver em Portugal conseguiram enviar mais dinheiro (1,6%) para os seus países. O valor das remessas dos emigrantes diminuiu 1,3% em 2020, para 3.612,9 milhões de euros, interrompendo a tendência crescente que durou uma década. Ainda assim, é o terceiro maior valor de sempre, apenas superado pelo registo de 2019 e de 2001. Outra novidade, segundo os dados do Banco de Portugal é que, com uma subida de 4,9%, o dinheiro proveniente da Suíça (1037 milhões de euros) superou, pela primeira vez, o enviado pelos emigrantes em França: 1.036,6 milhões, -5,2% do que no ano anterior. Em conjunto, pesam 57% do total.

Mais de metade dos portugueses não tenciona fazer férias neste verão

Uma sondagem realizada pela Aximage indica que 52% dos portugueses não tencionam ir de férias neste verão. Entre os que planeiam ir de férias (48%), o mercado interno está no topo das preferências. De acordo com a sondagem da Aximage, os locais mais escolhidos para passar estas férias este ano são casa alugada (24%), hotel (23%), segunda residência (19%), lar (13%), casa de amigos ou familiares (9%), parque de campismo (4%) e autocaravana (1%). Quanto aos gastos, 64% dos inquiridos tencionam gastar o mesmo que gastaram nas últimas férias. Já 21% pensam gastar menos e 11% contam vir a gastar mais nestas férias. Segundo a mesma sondagem, a pandemia tirou rendimento a 44% das famílias portuguesas.

Cibercrime vai custar à economia global 9 biliões de euros por ano

O mercado da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) abrandou com o surgimento de um vírus que não atacou só computadores, mas prepara-se para crescer a dois dígitos este ano, de acordo com as previsões da consultora tecnológica IDC. As despesas globais com estes dispositivos cresceram a um ritmo mais lento que o esperado em 2020 – os analistas estimavam uma subida anual de 14,9% que acabou por ser de 8,2% – para 742 mil milhões de dólares (624 mil milhões de euros) e deverão retomar a taxa de crescimento anual composta de 11,3% até 2024.

Insolvências de empresas ao nível mais alto dos últimos três anos

As insolvências de empresas aumentaram 33% no primeiro trimestre deste ano para 1.579, face a igual período do ano passado, enquanto as constituições caíram 17,8%, para 3.398, em termos homólogos, revelou a Iberinform. Apenas em Março deste ano, foram contabilizadas 560 insolvências, valor que traduz um substancial aumento de 67% face a 2020, motivado, em grande parte, pelo encerramento dos processos. Até Março, foi declarada a insolvência de 900 empresas, mais 223 que em igual período do ano passado (+33%). Lisboa e Porto são os distritos com maior número de insolvências, respetivamente 359 e 388 insolvências. As quedas face ao primeiro trimestre do ano passado, registaram-se nos distritos de Vila Real (-31,5%), Faro (-31,1%), Coimbra (-25,9%), Setúbal (-23%), Ponta Delgada (-15,7%), Aveiro (-15,3%), Castelo Branco (-14,3%), Portalegre (-13,3%) e Guarda (-12,8%).

26% das empresas sofrem “incumprimentos significativos” em 2020

Quase 30% das empresas portuguesas sofreram “incumprimentos significativos” em 2020, apesar das injeções de liquidez e dos estímulos fiscais para atenuar os efeitos económicos da covid-19, segundo um estudo promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, tendo as medidas adotadas nos primeiros meses do Estado de Emergência obrigado 74% das empresas a reduzir a sua atividade produtiva e comercial. Nesse contexto de excesso de capacidade, 58% das empresas portuguesas sentiu uma deterioração dos níveis de solvência dos seus clientes aos longo de 2020, sinaliza o estudo.

Banca reduziu o crédito malparado em 2020

Em 2020 os lucros da banca e a rentabilidade derraparam face a 2019 e os bancos tiverem de reforçar as provisões por conta da pandemia. Mas o crédito malparado (NPL) teve uma evolução positiva: caiu 2841 milhões de euros face a 2019. Assim, os resultados líquidos dos bancos caíram 77% para 435 milhões de euros face a 2019, ano em que ascenderam a 1,8 mil milhões de euros. A APB sublinha que este é um resultado “maioritariamente explicado pelo reforço expressivo das imparidades, que totalizaram 2,9 mil milhões de euros (mais 74% que o valor registado em 2019). Mas o crédito malparado (valores brutos) recuou de 17,2 mil milhões de euros em 2019 para 14,4 mil milhões de euros em 2020, uma redução de 2,8 mil milhões.

Depósitos bancários aumentaram

Em Portugal os depósitos de clientes cresceram 4,7% para 279,7 mil milhões de euros, os empréstimos a empresas subiram 10,4% para 73,9 mil milhões e os créditos concedidos a particulares 1,6% para 120,8 mil milhões de euros. O rácio de transformação, créditos sobre depósitos, está nos 84,9%. Os bancos fecharam 2020 com menos 1198 trabalhadores, empregando no final de Dezembro 40.475 trabalhadores, o que representou uma redução de 2,9% face a 2019. Também o número de balcões encolheu de 4028 para 3826 em 2020, um corte de 5% nas agências abertas, ou seja, menos 202 balcões.

Seis bancos portugueses com perdas de 293 milhões em 2020

Os bancos portugueses BCP, CGD, Novo Banco, Santander Totta, BPI e Montepio registaram uma perda líquida agregada de 293 milhões de euros em 2020, contra lucros líquidos de 894 milhões de euros em 2019, refere a DBRS. No entanto, a DBRS afirma que “o impacto teria sido pior sem a intervenção política” e “por enquanto, as medidas de apoio político mitigaram as consequências económicas, protegendo a qualidade dos ativos dos bancos”. Em relação ao crédito malparado, a DBRS refere que os créditos não produtivos (em inglês, ‘non-performing loan’ ou NPL) brutos caíram 22% em 2020, graças às vendas de NPL. Mais de 20% do total de empréstimos em Portugal foi coberto por moratórias em 2020 e a maioria destes empréstimos são de clientes PME.

Nota de Imprensa

A AHETA considera que as medidas anunciadas pelo governo, no âmbito do novo confinamento, são desajustadas, ineficazes e insuficientes

O governo persiste em continuar a ignorar a especificidade da actividade turística em geral e do Algarve em particular, tomando medidas que não se enquadram nem vão de encontro às reais necessidades das empresas do sector.

O governo impõe, por um lado, medidas restritivas ao funcionamento dos hotéis e empreendimentos turísticos, como o encerramento parcial dos restaurantes e bares, obrigados a funcionar em regime de “room service”, restrições à circulação de pessoas, etc. e, por outro, continua a insistir que as empresas hoteleiras e turísticas iniciaram a retoma progressiva em Julho/ Agosto do ano passado.

O layoff simplificado, por exemplo, só é aplicável às empresas obrigadas a encerrar por imposição legal, deixando os hotéis à margem destes apoios, na medida em que têm enormes dificuldades em provar as quebras de facturação homólogas, já que os meses comparativos registaram receitas muito baixas.

Neste contexto, mandam as mais elementares regras de justiça, o bom senso e o interesse público que o layoff simplificado seja de imediato alargado ao sector do alojamento turístico, uma vez que os empreendimentos suportam, no actual quadro, (Apoios à Retoma Progressiva), uma parte importante dos salários dos trabalhadores e 50% da TSU.

A AHETA recorda que a actividade turística do Algarve se encontra praticamente inactiva desde Outubro de 2019, ou seja, mais de 15 meses, indo manter-se por um período incerto, mas que antecipamos muito prolongado.

As medidas agora aprovadas ignoram a realidade dos hotéis e empreendimentos turísticos, uma vez que não permitem o acesso do sector hoteleiro e turístico ao layoff simplificado e, por essa via, à suspensão dos contratos de trabalho e isenção da Taxa Social Única (TSU), forçando as empresas à extinção de postos de trabalho.

O Governo considera que o sector económico mais afectado do País já se encontra na fase da retoma, relegando-o para o estafado Programa de Apoio à Retoma Progressiva (ARP), esquecendo que, por estarmos em plena época baixa, não é possível apresentar reduções de faturação homólogas suficientes para requerer a redução do Período Normal de Trabalho (PNT) a 100%, incluindo a isenção da TSU, impedindo o acesso, por um lado, das pequenas e médias empresas a estes incentivos e, por outro, as grandes empresas com mais de 250 trabalhadores.

O acesso às linhas de crédito, por outro lado, encontram-se muito condicionadas pelas entidades financeiras (Bancos), confrontadas com moratórias obrigatórias e muito prolongadas dos empréstimos concedidos, bem como com os elevados níveis de endividamento das empresas turísticas, impedidas de realizar receitas por falta de procura.

E isto porque os investimentos hoteleiros e turísticos se caracterizam por ser de capital intensivo e, por conseguinte, de rentabilização a longo prazo, estando sustentados em capitais alheios e outras soluções de financiamento, pelo que o impacto da crise pandémica na tesouraria das empresas é muito superior a outros sectores da actividade económica e empresarial.

Para a AHETA está em causa a necessidade urgente e imediata de apoios financeiros directos e consistentes ao sector empresarial do turismo, consubstanciados em subvenções a fundo perdido, quer para a recapitalização de empresas viáveis, convertendo dívida em capital social, quer através da injecção de fluxos financeiros para fortalecer a robustez do cash flow das empresas hoteleiras e turísticas.

O governo não pode querer tratar uma doença crónica com aspirinas. Uma doença grave e prolongada, como a Covid-19, não se cura com tratamentos de curta duração. O governo não pode continuar a anunciar medidas para três meses quando o problema, todos o sabemos, não só dura há quase um ano, como vai continuar por um período bastante longo, pelo menos no que às consequências da pandemia diz respeito.

Sem estes apoios, muitas empresas irão colapsar e as restantes estarão demasiado débeis e frágeis para responder aos desafios competitivos na fase de retoma, na medida em que se encontrarão descapitalizadas e terão perdido activos preciosos, como recursos humanos qualificados, know how de gestão, conhecimento dos circuitos turísticos, etc.

Os apoios agora anunciados pelo governo não só não irão resolver os problemas de um sector mergulhado numa crise profunda, como irão contribuir, decisivamente, para acentuar ainda mais as debilidades existentes, com reflexos no aumento do número de insolvências e do desemprego.

Estado de Emergência

Pela presente Circular somos a dar conhecimento da publicação do Decreto n.º 3-A/2021 – Diário da República n.º 9/2021, que “Regulamenta o estado de emergência decretado pelo Presidente da República”.

Chamamos a atenção para o artigo 14ª que transcrevemos:

Artigo 14.º

Encerramento de instalações e estabelecimentos

São encerradas as instalações e estabelecimentos referidos no anexo I ao presente decreto e do qual faz parte integrante, sem prejuízo do disposto no artigo 19.º

ANEXO I

[a que se refere o artigo 14.º)

7 – Atividades de restauração:

Bares e afins;

Bares e restaurantes de hotel, salvo para entrega nos quartos dos hóspedes (room service) ou para disponibilização de refeições ou produtos embalados à porta dos hotéis (take-away);

Para aceder ao Decreto n.º 3-A/2021 clicar aqui.